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Líder turco critica Merkel e pede ações contra discriminação

O primeiro-ministro da Turquia, TayyipErdogan, pediu nesta quinta-feira que a Alemanha tome medidaspara conter a discriminação contra a grande população de origemturca. Erdogan disse que seus parentes que moram no país sesentem inseguros. Em uma entrevista ao jornal Frankfurter AllgemeineZeitung, Erdogan também criticou a chanceler(primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, por não ter sejuntado a ele em um evento em Colônia, no mês passado, no quala maioria dos milhares de participantes eram turcos-alemães. Os comentários eclipsaram uma conferência sobre o Islã,realizada nesta quinta-feira em Berlim e patrocinada pelogoverno alemão, cujo objetivo é ajudar a promover a integraçãodos 3,2 milhões de muçulmanos que vivem na Alemanha. A grandemaioria deles é de origem turca. "O governo alemão tem de tomar medidas severas", disseErdogan ao jornal. "Tenho parentes na Alemanha e eles me dizem:'Estamos com medo."' Erdogan fez o comentário em resposta a uma pergunta sobre oincêndio de uma casa no mês passado, no qual morreram novepessoas de origem turca, na cidade de Ludwigshafen. A imprensa turca especula que o incêndio foi um ataque demotivação racista, mas os promotores alemães praticamentedescartaram a hipótese de fogo de origem criminosa. Entre osmortos havia cinco crianças e uma mulher grávida. O ministro do Interior da Alemanha, Wolfgang Schaeuble --representante do governo na conferência -- disse que a Alemanhaé uma nação tolerante e afirmou que críticas na imprensa turca,acusando o país de racista, são "revoltantes". (Reportagem de Sylvia Westall)

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