Garcia/Generalitat de Catalunya/Handout via Reuters
Garcia/Generalitat de Catalunya/Handout via Reuters

Líderes catalães depõem em Madri, mas Puidgemont continua na Bélgica

Vinte políticos foram convocados para depor, acusados de motim e insubordinação, após terem declarado a independência da região

O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2017 | 09h25

MADRI - Líderes catalães depostos chegaram hoje a dois tribunais em Madri para enfrentar possíveis acusações de motim por terem declarado a independência da região.

Vinte políticos regionais, incluindo o presidente deposto da Catalunha, Carles Puigdemont, foram convocados para depor à Justiça por motim e insubordinação relacionados à proclamação da independência catalã, no último dia 27.

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Após a polêmica declaração, a Espanha decidiu assumir o controle da Catalunha, dissolver o Parlamento local e convocar eleições regionais para 21 de dezembro.

Puigdemont, que fugiu para a Bélgica com alguns de seus membros de gabinete, continuará no país e não comparecerá para o depoimento em Madri, segundo adiantou ontem seu advogado, o que poderá levar a Espanha a pedir sua prisão e a entrar com um pedido de extradição.

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O grupo intimado para depor inclui os 13 integrantes do ex-gabinete de Puigdemont e seis parlamentares. Advogados dos parlamentares, porém, obtiveram hoje da Suprema Corte espanhola autorização para adiar o depoimento de seus clientes até o próximo dia 9.

O número 2 de Puigdemont, Oriol Junqueras, foi o primeiro a chegar ao Tribunal Nacional em Madri, sem a companhia de advogados e recusando-se a falar com repórteres.

Pela lei espanhola, os crimes que estão sob investigação podem levar os acusados a ser condenados a até 30 anos de prisão. /Associated Press

 

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