Líderes europeus pedem sanções econoômicas contra regime de Kadafi

Sarkozy pede suspensão de laços econômicos; Cameron exige resolução do Conselho de Segurança

REUTERS

23 de fevereiro de 2011 | 08h21

PARIS - Líderes da França e do Reino Unidos pediram nesta quarta-feira, 23, medidas mais duras contra o regime de Muamar Kadafi na Líbia.

 

 

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O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu à Europa que suspenda todos os laços econômicos com a Líbia e adote sanções contra o país, depois da repressão aos protestos da oposição.

"Eu peço ao ministro de Relações Exteriores que façam uma proposta aos nossos parceiros europeus pedindo a adoção de sanções rápidas e concretas para que todos os envolvidos na violência saibam que terão de assumir as consequências de suas ações", disse Sarkozy em comunicado, após uma reunião semanal com seus ministros.

"Eu gostaria de ver a suspensão de relações econômicas, comerciais e financeiras com a Líbia até o próximo aviso", disse.

 

Sarkozy disse que entre as possíveis medidas estava o julgamento dos responsáveis, a proibição de viagem deles à União Europeia e um monitoramento de suas transferências de recursos.

 

Já o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que o Conselho de Segurança da ONU deveria aprovar uma resolução condenando o uso da força na Líbia. Na terça, o Conselho de Segurança emitiu uma nota condenando a repressão de Kadafi contra os manifestantes.

 

O premiê afirmou, em visita a uma universidade do Qatar, que "gostaria de ver uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas" e que o mundo "deveria mandar um aviso claro para Kadafi e para as forças armadas que o que eles estão fazendo é errado".

 

Diferentes ideias

 

A União Europeia avalia tomar ações contra a Líbia em resposta à violência ocorrida no país do norte africano nos últimos dias. Segundo a porta-voz de Catherine Ashton, chefe da política externa do bloco europeu, funcionários da UE vão se reunir nesta quarta para considerar "possíveis medidas restritivas" contra a Líbia.

 

A porta-voz disse que "há diferentes ideias entre os Estados membros" sobre as sanções. "Ele (Kadafi) não pode seguir ameaçando seu povo com a violência e não pode agir de modo tão violento", afirmou. Kadafi, está "na origem da violência" e precisa iniciar um diálogo nacional imediatamente, acrescentou a funcionária.

1000 mortos

O chancler italiano, Franco Frattini, disse que mil pessoas podem já ter morrido nos confrontos na Líbia. "Não temos informações completas sobre o número de pessoas que morreram", declarou Frattini a repórteres em Roma. "Acreditamos que a estimativa de cerca de mil seja confiável. 

 

Segundo Frattini, Silvio Berlusconi, pediu ao líder líbio, Muamar Kadafi, a "suspensão imediata da violência" na Líbia durante a conversa que ambos os governantes mantiveram por telefone nesta terça-feira à tarde. Berlusconi "pediu a suspensão imediata da violência, mas a resposta foi a repetição da análise que já havia sido pronunciada na televisão", disse Frattini, em um discurso no plenário da Câmara dos deputados transmitido ao vivo aos telespectadores italianos.

 

 

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