Limpeza para Berlusconi não soluciona crise do lixo em Nápoles

Primeiro-ministro italiano chega na quarta-feira para a reunião do Conselho de Ministros que discutirá problema

Efe,

20 de maio de 2008 | 12h15

Toneladas de lixo seguem amontoadas nesta terça-feira, 20, nas ruas da cidade italiana de Nápoles, apesar da operação especial de limpeza realizada na véspera da reunião do primeiro Conselho de Ministros de Silvio Berlusconi. O jornal La Repubblica chama na edição desta terça de "Tour do lixo" o trajeto feito pela cidade por turistas, que não podem apreciar sua beleza arquitetônica e histórica, distraídos pelo cheiro insuportável e pelas montanhas de lixo ainda não recolhidas.   Na zona de Maschio Angioino, do Teatro São Carlo ou da Praça do Plebiscito, por onde passará na quarta o novo primeiro-ministro italiano, Silvio Belusconi, o lixo desapareceu, mas resta o "asfalto gordurento e fedido", acrescenta o jornal. A recolha do lixo no centro foi possível graças à abertura provisória de alguns lixões, e à volta de trens que levam o lixo para a Alemanha. Ainda assim, milhares de toneladas de lixo podem ser vista nas ruas de Nápoles, assim como na região de Campânia.   Segundo uma pesquisa do Instituto de Pesquisa sobre o Turismo publicada há poucos dias, em 2007 e nos primeiros meses de 2008, Nápoles vem sofrendo uma brusca queda de visitantes, com perdas avaliadas em até 64 milhões de euros.   Há ainda uma preocupação com a saúde pública, já que o lixo pode causar várias doenças. O subsecretário de Saúde italiano, Ferruccio Fazio, anunciou a criação de um serviço de atendimento aos cidadãos, bem como a formação de uma equipe de 200 médicos que irá analisar a situação sanitária da região.

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