Lisboa prende membro da ETA com passagem para a Venezuela

Andoni Cengotitabengoa estava foragido desde 2003 e figura na lista dos mais procurados pela Polícia espanhola

Efe,

12 de março de 2010 | 09h27

Um suposto membro do grupo terrorista ETA, de nome Andoni Cengotitabengoa, foi detido na noite da quinta-feira, 11, no aeroporto de Lisboa. O suspeito carregava um passaporte mexicano falso e uma passagem para viajar para a Venezuela, informaram fontes da luta antiterrorista.

 

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O suspeito, preso pela Polícia portuguesa, foi identificado junto a seu companheiro Oier Gómez Mielgo como um dos ocupantes de uma casa de Óbidos, onde a foi encontrado um arsenal do ETA no início de fevereiro.

 

Cengotitabengoa, nascido na cidade basca de Bilbao em 1979, foi identificado através das câmeras de segurança de uma loja onde foi fazer compras. Ele figura na lista dos terroristas mais procurados pela Guarda Civil espanhola. O suspeito estava foragido desde 2003 e tinha sido condenado a 13 anos de prisão por atos de violência em 2000.

 

Os planos da ETA de se instalar em Portugal foram revelados em janeiro, quando a Guarda Civil espanhola interceptou, perto da fronteira entre os dois países, uma caminhonete com explosivos. Pouco tempo depois, a Polícia portuguesa deteve três supostos membros do grupo terrorista.

 

Neste ano, foram detidos 30 supostos membros do ETA, sendo 20 na Espanha, sete na França e três em Portugal. O grupo, já enfraquecido, luta pela separação do País Basco do território espanhol.

 

Venezuela

 

Cengotitabengoa levava uma passagem para a Venezuela quando foi detido. Embora as autoridades não tenham comentado nada a respeito do destino do suposto terrorista, o fato pode levantar mais suspeitas contra o país sul-americano.

 

A Justiça espanhola havia afirmado no fim de fevereiro que há indícios de cooperação da Venezuela com uma suposta aliança estabelecida entre a ETA e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que tinham intenção de atentar, na Espanha, contra altos cargos da Colômbia, incluindo o presidente Álvaro Uribe.

 

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, negou as acusações e disse que seu país rejeita qualquer tipo de terrorismo. Os EUA também haviam denunciado a relação, mas na última quinta-feira um general americano veio a público dizer que não havia provas e ligações entre a Venezuela e os grupos terroristas.

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