Londres estuda lesões cerebrais sofridas por tropas

Estima-se que até 20 mil soldados podem ter problemas de saúde

EFE

27 de outubro de 2007 | 10h15

O Ministério da Defesa do Reino Unido realizou um estudo sobre as lesões cerebrais sofridas pelos soldados britânicos no Iraque e Afeganistão, diante do temor de que poderia haver até 20 mil militares com problemas de saúde, revelou neste sábado, 27, o jornal "The Guardian". O Exército americano assinalou que 20% de seus soldados e fuzileiros sofreram uma lesão traumática do cérebro (TBI, na sigla em inglês), conseqüência dos golpes recebidos na cabeça ou nas ondas expansivas causadas pelas explosões. O Departamento de Defesa dos EUA iniciou um programa de revisões médicas em grande escala para detectar nos soldados essa possível lesão, que pode causar perda de memória, depressão e ansiedade. As autoridades britânicas da Defesa são reticentes em adotar diretamente no Reino Unido o exemplo americano, com o argumento de que a experiência destes países no Iraque e Afeganistão foi diferente, mas, segundo o "Guardian", iniciaram uma série de medidas, entre elas um processo de revisões médicas. Se os prognósticos americanos mais alarmantes forem comprovados, até 20 mil soldados britânicos poderiam sofrer dessa lesão cerebral. "Não sabemos se os americanos estão certos. Mas se seus números forem corretos, isto é em massa, absolutamente em massa", disse Kit Malia, um terapeuta especialista em reabilitação cognitiva que supervisionará o programa para tratar o TBI em um centro militar do Reino Unido. Malia, citado pelo "Guardian", explicou que o Ministério da Defesa criou uma série de medidas em relação a essa lesão cerebral, entre elas a difusão entre os militares de informação sobre os sintomas, planos para fazer revisões dos soldados e um programa de tratamento.

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