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Londres nega entrada a clérigo que defende ataques suicidas

Xeque egípcio é classificado como perigoso por apoiar atentados contra Israel, que seriam "martírio" por Deus

Efe,

07 de fevereiro de 2008 | 10h33

O governo do Reino Unido anunciou nesta quinta-feira, 7, que proibiu a entrada no país do xeque egípcio Yusuf al-Qaradawi, um clérigo radical muçulmano que defende os ataques suicidas contra Israel.   "O Reino Unido não tolerará a presença de todos aqueles que buscam justificar qualquer ato de violência terrorista ou expressar opiniões que poderiam fomentar a violência entre comunidades", afirmou o Ministério do Interior em um breve comunicado.   Embora o governo não tenha dado outros detalhes ou especificado o motivo pelo qual Qaradawi, de 81 anos, desejava visitar o país, o jornal The Sun informou que o religioso pretendia receber "tratamento médico em Londres".   O octogenário imame, que também foi proibido de entrar nos Estados Unidos, é um intelectual respeitado no mundo islâmico, o que fez com que a medida das autoridades britânicas incomodasse o Conselho Muçulmano do Reino Unido (MCB, em inglês).   "Temo que esta decisão envie aos muçulmanos de todos os locais uma mensagem errônea sobre o estado da cultura e da sociedade britânicas", disse Muhammad Abdul Bari, secretário-geral do MCB.   O governo tomou a decisão depois que o líder do Partido Conservador (primeiro da oposição), David Cameron, qualificou o clérigo na semana passada de "perigoso" e pediu ao Executivo para negar seu acesso no Reino Unido.   O imame já visitou o país em 2004 como convidado do prefeito de Londres, o esquerdista Ken Livingston, apesar de sua presença ter gerado protestos de grupos judeus e defensores dos homossexuais, que consideram o egípcio anti-semita e homófobo.   No mesmo ano, Qaradawi se mostrou favorável aos ataques suicidas contra Israel, em entrevista concedida à emissora pública britânica BBC: "Não é suicídio, é um martírio em nome de Deus", afirmou. Além disso, o clérigo disse na época que não importava que houvesse mulheres e crianças entre as vítimas desses ataques. "As mulheres israelenses não são como as nossas, porque são militarizadas", disse.   Yousef al-Qaradawi acrescentou: "Alá é justo. Por sua infinita soberania deu ao fraco algo do qual carece o forte: a capacidade de transformar seu corpo em uma bomba, como fazem os palestinos".

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