Londres premia presos estrangeiros que aceitarem deportação

Governo britânico dobra oferta para que condenados cumpram restante da pena em seu país de origem

Efe,

06 de novembro de 2007 | 10h26

O governo britânico quase dobrou sua oferta aos presos estrangeiros para que eles aceitem ser deportados a seus países de origem para cumprir o restante de suas sentenças. O país, que enfrenta uma crise no sistema penitenciário, tem como objetivo diminuir a aglomeração nas prisões do Reino Unido, segundo informou a edição desta terça-feira, 6, do jornal britânico The Times. As autoridades querem atingir a meta de expulsar do país até o fim do ano 4 mil presos de nações que não façam parte da Área Econômica Européia. Os presos poderão solicitar diferentes tipos de ajudas sociais até um total de 1.500 libras antes de 7 de dezembro se aceitarem a deportação ainda este ano. "O plano pretende conseguir mais vagas livres nas prisões e reduzir o custo de cuidar desses indivíduos que não têm direito a continuar aqui (no Reino Unido)", segundo um documento oficial ao qual o jornal teve acesso. O primeiro incentivo deste tipo foi oferecido em outubro do ano passado e desde então apenas 600 dos 11.211 presos estrangeiros que poderiam receber o benefício aceitaram participar do programa. Alguns analistas como o diretor da publicação "Prisons Handbook" (Manual de Prisões, em tradução livre), Mark Leech, criticam esse tipo de "premiação" aos presos, muitos dos quais, de origem caribenha, foram detidos por tráfico de drogas. A oposição conservadora fala de "suborno" e critica o governo trabalhista do primeiro-ministro Gordon Brown por recorrer a uma medida que reflete o seu desespero. Em outubro, o Ministério do Interior anunciou que aumentaria de 1.500 para 4 mil libras (cerca de 5.760 euros) a quantia oferecida aos solicitantes de asilo que tiverem o visto rejeitado para estimulá-los a retornar o mais rápido possível a seus países.

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