REUTERS/Ognen Teofilovski
REUTERS/Ognen Teofilovski

Macedônia do Norte elege governo de coalizão liderado pelo partido social-democrata

Zoran Zaev foi reeleito primeiro-ministro do país, após votação parlamentar que aprovou aliança entre social-democratas e minoria albanesa

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2020 | 22h27

SKOPJE - O líder dos social-democratas da Macedônia do Norte, Zoran Zaev, foi reeleito como primeiro-ministro neste domingo, 30, após votação parlamentar que aprovou seu acordo de coalizão com o principal partido albanês do país (União Democrática de Integração, ou BDI, no idioma local).  "Um período de ordem, justiça e disciplina está aberto", afirmou Zaev. 

A aliança foi aprovada no Parlamento com 62 de 120 votos, após dois dias de debates acalorados. A coalizão entre os partidos emergiu das eleições antecipadas realizadas em 15 de julho, que os social-democratas venceram por margem estreita, conquistando 46 dos 120 assentos. 

Foram as primeiras eleições desde que o governo de Zaev acrescentou o termo "do Norte" ao nome do país, em 2018, para resolver uma disputa com a Grécia e abrir caminho para acordos internacionais. Depois de conseguir entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sob seu mandato em março do ano passado, o primeiro-ministro anunciou que o próximo objetivo será o início das negociações para a adesão à União Europeia (UE).

 “O novo governo vai continuar a implementar os acordos com a Grécia, sobre a nova denominação, e com a Bulgária, de boa vizinhança. Vamos continuar a implementar o acordo de Ohrid para garantir os direitos da comunidade albanesa, que é a base da nossa convivência multiétnica", disse Zaev. Além disso, o novo governo dará ênfase em especial ao dinamismo da economia, ao combate à pandemia do coronavírus, à reforma do sistema judicial, bem como ao combate ao crime organizado e à corrupção.

O vice-presidente do principal partido da oposição, o conservador VMRO-DPMNE, Alexandar Nikolovski, disse que o novo Executivo é um “governo das mentiras”, e que no próximo outono haverá “protestos massivos” pedindo sua derrubada. O acordo com Atenas para a alteração no nome do país, amplamente criticado pelos nacionalistas do VMRO-DPMNE, aprofundou as divisões políticas no país.

Pandemia

A votação ocorreu ao longo de três dias, sob uma série de protocolos especiais para evitar a disseminação do novo coronavírus. Desde o início de março, 13.000 casos da covid-19 foram registrados e cerca de 580 pessoas morreram na Macedônia do Norte, que tem pouco mais de 2 milhões de habitantes./AFP e EFE

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