REUTERS/Françoi Mori/Pool
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Macron toma posse como presidente da França

'O mundo e a Europa precisam hoje da França mais do que nunca', disse o novo presidente francês em seu primeiro discurso

O Estado de S.Paulo

14 Maio 2017 | 07h49

PARIS - Emmanuel Macron tomou posse, neste domingo, 14, como o novo presidente da França, após receber o cargo de seu antecessor, o socialista François Hollande, numa cerimônia no Palácio do Eliseu, em Paris. O político, de 39 anos, é o presidente mais jovem da história do país.

Macron chegou por volta das 10h (às 5h no horário de Brasília) no palácio, caminhou em um tapete vermelho na direção de Hollande, que ficou no poder entre 2012 e 2017 e foi mentor de Macron quando este foi ministro da Economia (2014-2016). A dupla seguiu para dentro para uma reunião, onde discutiram as questões mais sensíveis do posto.

Após 45 minutos, o presidente eleito fez seu primeiro discurso, em que citou como seus principais objetivos "combater o terrorismo" e resolver a crise migratória. "Nós vamos assumir todas as responsabilidades para fornecer, sempre que necessário, uma resposta relevante às grandes crises contemporâneas".

"O mundo e a Europa precisam hoje da França mais do que nunca. Eles precisam de uma França forte e com certeza de seu destino", argumentou. Ele também citou "os excessos do capitalismo no mundo" e as mudanças climáticas como seus desafios futuros, além de anunciar sua determinação para melhorar a economia da França. Macron também se comprometeu a lutar por uma União Europeia "mais eficiente e mais democrática".

Macron foi eleito no dia 7 de maio, após derrotar a candidata da extrema-direita Marine Le Pen com 66,06% dos votos.

Mandato anterior. "Deixo o país num estado melhor do que o encontrei", disse Hollande na sede do Partido Socialista francês poucos minutos após ter saído do Eliseu. O ex-presidente ainda disse que "levaria cinco anos" para citar todas as conquistas de seu governo, mas disse que "a história vai se lembrar" que, durante seu mandato, "foi aprovado o casamento entre pessoas do mesmo sexo".

Além disso, Hollande falou que sente-se "orgulhoso" das ações que seu governo tomou contra o terrorismo que causou "danos terríveis" ao país. "Durante a crise que viveu, a França se manteve fiel a si mesma", disse.

O ex-presidente ainda pediu aos socialistas que "mantenham-se no combate" porque "foi sempre a esquerda que permitiu o progresso social e permitiu a recuperação econômica" e que "os socialistas sempre foram devolveram a esperança ao país quando tudo estava incerto", completou.

* Com informações da Associated Press e EFE

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