Madeleine teria morrido de overdose, diz imprensa

Jornais britânicos e franceses afirmam que a Polícia busca traços de sedativo em amostra de DNA da menina

Agências internacionais,

14 de setembro de 2007 | 08h19

Veículos da imprensa britânica e francesa publicaram nesta sexta-feira, 14, que Madeleine McCann pode ter morrido por uma overdose de sedativos administrados pelos pais, ambos médicos. Segundo o periódico francês France-Soir, as análises toxicológicas do DNA encontrado revelam que a menina consumiu uma quantidade "significativa" de pílulas.   Veja também: Kate McCann se queixa de Madeleine em diário Casal McCann quer realizar próprio teste de DNA em carro Cancelada estréia de filme que lembra o 'caso Madeleine' Falhas no caso Madeleine Cronologia    Segundo o tablóide britânico The Sun, o pai de Madeleine, Gerry McCann, disse a um amigo que as acusações de que ele e sua mulher estão envolvidos na suposta morte de sua filha são "ridículas".   "Pelo que me consta, não há prova alguma de que Madeleine esteja morta. Estamos totalmente unidos nisto. Não há a menor suspeita entre nós", afirmou.   Anteriormente, o próprio pai de Madeleine e o avô afirmaram ao The Sun que o casal dava remédios para "ajudar" a filha mais velha a dormir.   Na quinta-feira, surgiram acusações de que a mãe de Madeleine, Kate McCann, descreve em seu diário supostas dificuldades para controlar Madeleine e seus irmãos. Além disso, ela se queixa de que seu marido a deixava lidar sozinha com três criaturas "hiperativas".   Fontes próximas à investigação revelaram esta semana que a polícia tinha estabelecido uma correspondência de 88% entre o DNA achado no porta-malas do carro de aluguel e o de Madeleine.   Segundo a imprensa britânica, no porta-malas também havia restos de cabelo da menina. Por isso, os investigadores portugueses supõem que seu corpo tenha sido transportado no veículo.   Os investigadores estão examinando a amostra de cabelo para tentar descobrir se a menina recebeu soníferos durante um período de tempo determinado.   Os pais de Madeleine negaram várias vezes qualquer participação na suposta morte da menina. Eles insistem que ela foi seqüestrada por desconhecidos enquanto dormia com seus dois irmãos mais novos num apartamento da localidade de Praia da Luz, onde a família estava de férias.   Corpo   O jornal português Diário de Notícias afirmou nesta sexta que a polícia portuguesa teria admitido que o corpo da menina pode nunca ser encontrado. As autoridades trabalham com a possibilidade de que o cadáver tenha sido lançado ao mar.   De acordo com o The Sun, os detetives também cogitam que o corpo da menor tenha sido escondido fora da igreja de Praia da Luz, de onde pode ter sido levado posteriormente em um veículo que o casal McCann alugou três semanas após o desaparecimento da criança.   Cães farejadores britânicos teriam detectado odor de cadáver decomposto no trajeto entre apartamento dos McCann e a igreja da cidade, onde o casal rezava durante a estada no país.   Esse odor, segundo a imprensa portuguesa, também teria sido detectado em várias roupas de Kate, como também em um brinquedo de Madeleine que a médica leva consigo como um amuleto, o Cuddle Cat. A Sky informou que os detetives já estariam em posse destes objetos.   Assessoria de imprensa   Ainda nesta sexta-feira, veioa público que os pais de Madeleine estudam a possibilidade de contratar um assessor de relações públicas para comandar a sua campanha de comunicação.   Kate e Gerry McCann conversaram com Phil Hall, ex-diretor do jornal dominical News of the World, que hoje comanda uma grande empresa de relações públicas, por causa do pedido de demissão da sua porta-voz, Justine McGuinness.   Depois de terem sido considerados suspeitos pelo desaparecimento da própria filha, os pais também manifestaram o interesse em se consultar com o advogado Michael Caplan, que defendeu o ex-ditador Augusto Pinochet. Caplan ganhou fama ao conseguir evitar que Pinochet fosse extraditado do Reino Unido para a Espanha.   Não está claro, no entanto, como o casal vai pagar os especialistas em relações públicas e os advogados. Eles se comprometeram a não utilizar para sua defesa os donativos de mais de 1 milhão de libras, cerca de 1,47 milhão de euros, que arrecadaram do público para ajudar a buscar a sua filha.  

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