Máfia italiana atirou homem vivo para porcos comerem, diz polícia

Um grupo de capangas da máfia calabresa agrediu um rival com uma pá e o atirou vivo para ser comido por porcos, disse a polícia italiana, após prender 20 pessoas por vários crimes atribuídos ao crime organizado, inclusive cinco homicídios.

Reuters

28 de novembro de 2013 | 20h26

O homicídio provavelmente aconteceu em março de 2012, quando Francesco Raccosta desapareceu, sem que o corpo voltasse a ser achado, segundo nota divulgada pelo tribunal da cidade de Reggio Calabria, no sul da Itália.

Os investigadores prenderam um dos supostos assassinos, que havia sido flagrado por uma escuta telefônica gabando-se do crime.

"Era um prazer ouvi-o gritar", dizia o suspeito. "Na minha opinião, não sobrou nada dele... Esse porco come mesmo!"

Segundo investigadores, essa teria sido uma das cinco mortes em retaliação pelo assassinato do chefe mafioso Domenico Bonarrigo, que havia levado três tiros dentro de seu carro 11 dias antes.

Os crimes são parte de uma disputa entre facções rivais da máfia calabresa, conhecida como 'Ndrangheta, pelo controle das atividades criminosas no território perto da cidade de Oppido Mamertina, na ponta da bota italiana.

Graças ao seu papel dominante no tráfico de cocaína para a Europa, a máfia calabresa, composta por mais de 100 clãs, ofuscou o poder econômico da máfia siciliana, a Cosa Nostra.

(Reportagem de Steve Scherer)

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