Magna e GM chegam a acordo para salvar Opel

Plano prevê ainda o corte de cerca de 10 mil postos de trabalho, dos 52 mil que a Opel tem na Europa

EFE

30 de maio de 2009 | 05h17

A fabricante austríaco-canadense Magna e o grupo automobilístico General Motors (GM) chegaram neste sábado a um acordo que permitirá a salvação da Opel, filial europeia da montadora americana.

 

Segundo vários ministros do Governo alemão ao término de uma nova sessão de reuniões que durou quase sete horas, o Executivo autorizará o crédito de 1,5 bilhão de euros ao qual se comprometeu para um período de transição. O ministro das Finanças, Peer Steinbrück, explicou que o acordo consiste em três partes fundamentais: um pré-acordo entre GM e Magna, um contrato fiduciário e um sobre a concessão das ajudas econômicas.

 

O contrato fiduciário tem como objetivo manter a atividade da Opel enquanto se acertam os detalhes de um acordo definitivo, uma vez desvinculada a companhia de sua matriz. O ministro explicou que o Estado alemão está disposto a transformar o crédito de 1,5 bilhão de euros em um pacote de avais de 4,5 bilhões de euros em um prazo de cinco anos.

 

A Magna, que possui 70 mil funcionários em 25 países, conta com a ajuda para sua operação na Opel do consórcio russo GAZ, que produz desde carros de passeio e caminhões até veículos blindados. A oferta inicial que a Magna fez pela Opel prevê um investimento próprio e do banco russo Sberbank de 700 milhões de euros, sendo que uma parte estaria garantida pelo Governo alemão.

 

Pelo que se conhece de seus planos iniciais, a Magna pretende adquirir 20% da Opel, que junto aos 35% de seus parceiros russos somariam 55%. A General Motors manteria outros 35% e os 10% restantes ficariam com os funcionários da empresa.

 

O plano prevê ainda o corte de aproximadamente 10 mil postos de trabalho, dos 52 mil que a Opel tem em vários países europeus.

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