Maioria dos gregos quer que governo renegocie resgate--pesquisa

A maioria dos gregos quer que o governo renegocie os termos de seu resgate junto à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) independente do impacto que essa postura tiver sobre o futuro do país na zona do euro, mostrou uma pesquisa neste sábado.

RENEE MALTEZOU, Reuters

14 de julho de 2012 | 16h40

A Grécia depende dos fundo de Bruxelas e do FMI para os gastos estatais diários, mas em troca de um segundo resgate de 130 bilhões de euros o país está impelementando cortes de gastos que o levou à sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial e deixou uma pessoa em cinco sem trabalho.

Uma pesquisa do MRB para o Realnews de domingo mostrou que 73,9 por cento dos gregos querem que o novo governo de coalizão mantenha suas promessas e exija uma renegociação do resgate, mesmo que isso provoque riscos à adesão do país ao euro.

Mais da metade dos entrevistados disse acreditar que a Grécia vai permanecer na zona do euro, enquanto 60,4 por cento disseram que os credores internacionais provavelmente darão à Grécia mais tempo para implementar as medidas de redução do déficit ou aliviarão os termos do resgate.

O novo ministro das Finanças da Grécia, Yannis Stournaras, reuniu-se com seus colegas da zona do euro na segunda-feira e prometeu cumprir os termos do atual resgate financeiro.

Atenas admitiu que está atrasada com algumas metas acordadas e algumas autoridades da zona do euro alertaram que o país não receberá mais ajuda até que consiga colocar as reformas nos trilhos.

Em outra pesquisa do Kapa Research para o jornal To Vima, a maioria dos gregos disse que o governo deveria renegociar imediatamente o resgate, enquanto mais de 90 por cento disseram que são contra qualquer aumento de impostos ou corte de salário.

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