Maioria dos italianos aprova a perda de imunidade de Berlusconi

Premiê se mostrou descontente e acusou presidente e meios de comunicação de tentarem derrubá-lo

Reuters

12 de outubro de 2009 | 10h13

A maioria dos italianos está de acordo com uma decisão judicial que privou de imunidade o primeiro ministro Silvio Berlusconi, mas só uma minoria quer que sejam convocadas eleições antecipadas, de acordo com pesquisa divulgada no domingo, 11.

 

Berlusconi se mostrou furioso com o veredicto que o Tribunal Constitucional emitiu para rechaçar uma lei que o havia dado imunidade judicial, o que permitiria que os casos de fraude e corrupção vinculados ao seu império empresarial Mediaset podem seguir adiante.

 

O político e empresário conservador de 73 anos acusou o tribunal, o presidente da república Giorgio Napolitano e os meios de comunicação de formarem uma conspiração de esquerda para derrubá-lo.

 

Mas duas pesquisas mostram que os italianos, que o elegeram pela terceira vez no ano passado, não estão de acordo com suas palavras e nem com seus ataques ao chefe de Estado.

 

Porém os níveis de aprovação do primeiro-ministro parecem se manter por volta dos 50%, onde estavam desde os últimos meses, quando seu divórcio e seus escândalos com prostitutas diminuíram parte de seu apoio entre os católico e as mulheres.

 

Apesar da impopularidade, alguns assessores de Berlusconi já estão propondo uma lei similar, que beneficiaria esta vez a todos os deputados, e não só ao presidente, ao primeiro-ministro e aos chefes das câmaras legislativas.

 

O primeiro-ministro, cuja família controla a maior rede privada de televisão, assim como um jornal, revistas, editoriais e o clube AC Milan, disse que necessita da imunidade porque os fiscais "tendenciosos" o perseguem através de seus acordos empresariais.

 

Ademais, disse que quer reformar o sistema judicial para reduzir a independência dos fiscais e suas relações com os juízes.

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