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'Maioria dos italianos quer ser como eu', diz Berlusconi

Premiê continua sob cerco por escândalos sexuais e perde apoio entre os católicos praticantes

EFE-AP,

07 de setembro de 2009 | 10h32

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, assegurou que tem um forte apoio dos cidadãos de seu país, porque, "no fundo, a maioria dos italianos queria ser" como ele.

 

"Eles sabem que Silvio Berlusconi não rouba e não usa o poder a seu favor, como fizeram quase todos aqueles que o precederam, especialmente os do outro lado", disse o governante em entrevista exibida na emissora de TV Canale 5, do grupo Mediaset, de sua propriedade.

 

Berlusconi comentou sobre pesquisas, sem especificar quais, que lhe dão um apoio de 70% da população, e se defendeu das críticas da oposição e de alguns intelectuais italianos sobre a suposta falta de liberdade de imprensa no país.

 

O premiê foi criticado por sua decisão de processar os jornais La Repubblica e L'Unità, que publicaram artigos sobre sua vida privada e seu suposto envolvimento em escândalos sexuais.

 

"Isto é uma piada desta minoria comunista e católico-comunista, proprietária de 90% dos jornais", afirmou o premiê, que é um magnata da mídia italiana.

 

"Eles entendem a liberdade de imprensa como liberdade para falsear, insultar e caluniar, por isso me vi obrigado a recorrer à Justiça para defender o importante princípio da liberdade de imprensa", acrescentou.

 

Berlusconi disse ainda que "existe uma campanha subversiva" contra ele, e lamentou que os meios de comunicação lhe atribuam declarações que nunca teria dado.

 

Os comentários do primeiro-ministro aparecem um dia depois de a mulher que, involuntariamente, desencadeou a mais recente onda de escândalos sexuais a envolvê-lo - Noemi Letizia, a cuja festa de 18 anos Berlusconi compareceu - saiu do silêncio. Em uma entrevista para a televisão, ela respondeu sobre suas ligações com o homem a quem chama de "paizinho".

 

O primeiro-ministro diz que Noemi é filha de um velho amigo e negou ter um envolvimento sexual com ela. Nos últimos meses, novas alegações surgiram de encontros de Berlusconi, que tem 72 anos, com mulheres muito mais jovens, incluindo uma prostituta de luxo que alegou ter passado uma noite com ele.

Berlusconi negou   já ter pago por sexo, mas também disse que não é "santo".

 

Algumas publicações católicas criticaram Berlusconi pelo escândalo. Um jornal da família do primeiro-ministro acusou, recentemente, o editor de um importante jornal católico de estar envolvido em um escândalo sexual próprio.

 

para Noemi, o caso trouxe fama repentina. Vestindo um minivestido branco e pérolas, ela disse na entrevista que aprecia ser perseguida pelos paparazzi e espera que a fama a ajude a encontrar papeis como atriz.

 

"Até hoje eu não podia fazer nada porque não era conhecida. Mas agora atingi a notoriedade, e se me chamarem para trabalhar nos EUA, certamente não terei medo", disse ela. "Sei o que quero; e sei que posso chegar aos Estados Unidos".

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