Mais alemães querem Grécia dentro do euro do que fora--pesquisa

Pela primeira vez em um ano, mais alemães pensam que a Grécia deve permanecer na zona do euro do que deixá-la, mostrou uma pesquisa nesta quinta-feira, dois dias depois de a chanceler Angela Merkel ter feito uma visita a Atenas.

Reuters

11 de outubro de 2012 | 08h57

A pesquisa Politbarometer para a emissora ZDF mostrou que 46 por cento dos entrevistados acreditam que a Grécia deveria manter o euro, comparado com 31 por cento em agosto, quando o receio com a crise da zona do euro era maior.

É a primeira vez que o levantamento Politbarometer mostrou que mais alemães apoiam a permanência da Grécia no bloco do que o contrário em pouco mais de um ano. Ainda assim, 45 por cento dos entrevistados afirmaram que os gregos deveriam sair da união monetária devido ao enorme endividamento.

Os resultados da pesquisa, conduzida entre 8 e 10 de outubro, foram divulgados após a primeira visita de Merkel à Grécia desde que a crise da dívida surgiu quase três anos atrás.

Até agora, a maioria dos alemães tem apoiado a linha-dura de Merkel com a Grécia e com outros países debilitados por dívidas na zona do euro.

Na terça-feira, a chanceler enfrentou protestos em Atenas durante viagem para enfatizar seu compromisso em manter a Grécia no bloco. Merkel não ofereceu ao premiê grego, Antonis Samaras, nenhum alívio concreto antes de um relatório de credores internacionais sobre o progresso do país com as metas de economia.

Diversos jornais alemães criticaram a visita da chanceler, com alguns comentaristas afirmando que a viagem poderia aliviar a pressão sobre a Grécia para implementar medidas radicais de redução de gastos.

A pesquisa também mostrou que 57 por cento dos alemães acreditam que a Grécia não deveria receber mais crédito caso o país falhe em cumprir as metas econômicas, reconhecendo que isto poderia significar a falência.

(Reportagem de Madeline Chambers)

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