Mais corpos são achados após terremoto na Turquia

Equipes de resgate encontraram nesta sexta-feira seis corpos, inclusive o de uma criança, em meio aos escombros de edifícios derrubados pelo terremoto desta semana na cidade de Van, no leste da Turquia. Já são 18 mortos confirmados.

JONATHON BURCH, REUTERS

11 de novembro de 2011 | 11h10

Dois hotéis que caíram devido ao tremor de quarta-feira, de magnitude 5,7, eram os únicos edifícios ocupados. A maioria das pessoas havia deixado suas casas depois de um terremoto anterior, há cerca de três semanas, que havia matado mais de 600 pessoas.

A nova tragédia alimenta o descontentamento entre famílias que imploram por barracas e outros recursos, embora o governo diga estar fornecendo tudo o que é preciso. O desespero dos desabrigados é ainda maior por causa da aproximação do inverno. Na sexta-feira, Van, cidade de maioria étnica curda, com cerca de 1 milhão de habitantes, recebeu a primeira nevada da temporada.

Na quinta-feira, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar cerca de 200 pessoas que exigiam a demissão do governador local, acusado de ineficácia na prestação do auxílio.

Tremores secundários sacodem a região com assustadora regularidade desde o sismo de 23 de outubro, que atingiu a magnitude 7,2. Mas especialistas dizem que o abalo de quarta-feira foi um novo incidente sísmico, e não um repique do terremoto de outubro, segundo o vice-premiê Besir Atalay, que supervisiona os trabalhos de auxílio.

Um terremoto de magnitude 5,7 geralmente não causaria grandes danos, mas muitos imóveis já estavam enfraquecidos pelo tremor anterior, e 22 desabaram.

Usando picaretas, serras e maquinário pesado, as equipes de resgate já retiraram 28 sobreviventes dos escombros, fazendo eventuais pausas para tentar escutar ruídos emitidos pelas vítimas.

"Vamos continuar procurando até que todo o entulho tenha sido removido", disse um policial envolvido na atividade, tomando um chá enquanto um colega o substituía no meio dos destroços.

O terremoto interrompeu a energia elétrica em Van, mas geradores alimentam holofotes que permitiram a continuidade do trabalho de resgate durante a noite. Com todos os prédios abandonados, o centro de Van parecia uma cidade fantasma.

Ao amanhecer, alguns homens se aglomeravam em casas de chá e restaurantes de kebab, que, por serem térreos, ficaram de pé e já reabriram.

Um ou dois grupos acendeu fogueiras na rua, queimando lixo para se aquecer.

Acampamentos para os desabrigados foram armados nos arredores da cidade, mas muitas famílias preferiram montar as barracas perto de suas casas, a despeito dos esforços das autoridades para levar essas pessoas a áreas onde a ajuda é mais organizada.

(Por Simon Cameron-Moore)

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