Mais de 100 mil saem às ruas em apoio a governo na Hungria

Mais de 100 mil pessoas participaram de uma manifestação no sábado para mostrar seu apoio ao governo da Hungria, que está se preparando para enfrentar uma dura disputa com a UE para garantir um empréstimo vital para o país.

REUTERS

21 de janeiro de 2012 | 18h10

Chamada de "Marcha da Paz", a manifestação foi sem dúvida a maior desde que o governo assumiu o poder em maio de 2010, no que os analistas dizem que representa um lembrete que o Fidesz, partido do primeiro-ministro Viktor Orban, continua sendo uma força política poderosa.

O governo de centro-direita de Orban, acusado por Bruxelas de ameaçar a independência da mídia, do judiciário e do Banco Central, recuou durante a semana, para tentar sustentar o enfraquecido forint - a moeda húngara - e manter o acesso aos mercados financeiros.

O governo disse que vai resolver os detalhes para as mudanças legais necessárias até segunda-feira, depois que a Comissão Europeia apontou violações nas três áreas, dizendo que as novas leis de Budapeste não respeitaram as regras da UE.

Orban vai viajar para Bruxelas na terça-feira, para tentar chegar a um acordo político com o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, para poder começar as negociações formais com a UE e o FMI - Fundo Monetário Internacional, sobre um acordo para um empréstimo.

Em meio às discussões diplomáticas e oscilações de mercado, o governo também viu o apoio popular diminuir e grandes manifestações contra a sua política têm acontecido regularmente.

De acordo com uma pesquisa de opinião recente, 84 por cento do povo pensa que as coisas estão indo na direção errada, embora a oposição esteja fragmentada e o Fidesz ainda tenha o apoio de cerca de 1,5 milhões de eleitores, num país com 10 milhões.

"Aqueles que estão aqui, muitos de nós, também pensam que as coisas não estão indo bem", disse Bela Petrik, uma estudante de economia, de 22 anos de Budapeste, enquanto as pessoas se reuniam na Praça Heróis para uma manifestação em direção ao parlamento.

"Mas esses erros não devem levar a ataques especulativos que não servem aos interesses de ninguém, a não ser aos dos especuladores."

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