Mais de 500 são presos em ato do Dia do Trabalhador na Turquia

Policiais reprimem manifestações com bombas de gás lacrimogêneo; dezenas são internados por intoxicação

Agências internacionais,

01 de maio de 2008 | 10h41

Pelo menos 505 pessoas foram detidas pela polícia turca nesta quinta-feira, 1, durante os protestos do Dia do Trabalhador em Istambul. Oficiais chegaram a usar bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água contra os manifestantes que se reuniram na praça Taksim, palco de violentos protestos décadas atrás.  Veja também:  Fotos do Dia do Trabalho pelo mundo    No Brasil, centrais sindicais pedem redução da jornada  Centenas de policiais tentaram bloquear o acesso à praça e foram mobilizados por todo o centro da maior cidade turca. Três grandes sindicatos convocaram a manifestação, objetivando mobilizar mais de 500 mil pessoas. Alguns dos manifestantes reunidos chegaram a enfrentar os oficiais com pedras. Autoridades municipais afirmaram que seis policiais foram feridos por golpes de pedras, porém não divulgaram dados sobre os afetados pelo uso excessivo de gás lacrimogêneo, que provocou a internação de um número ainda indeterminado de pessoas. Dezenas de pessoas, incluindo idosos, mulheres e crianças, que se encontravam nas imediações da praça Taksim, foram hospitalizadas pelo envenenamento provocado pelas bombas de gás.  Os sindicatos convocaram o ato esperando mais de 500 mil pessoas na praça de Taksim, onde 37 pessoas foram assassinadas em 1 de maio de 1977, mas voltaram atrás e cancelaram a convocação após a violência demonstrada pelos policiais para impedir a manifestação. Apesar da convocação ser retirada, alguns grupos de esquerda chegaram a enfrentar a polícia. Qualquer demonstração ou concentração na praça está proibida, porém todos os anos sindicatos insistem em usar o local para manifestações

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