Mamute francês pode ter sido almoço de neandertais

Arqueólogos franceses descobriram um raro esqueleto quase completo de mamute em uma zona rural próxima a Paris, junto com pequenos fragmentos de ferramentas de pedra que sugerem que a carcaça tenha sido cortada por caçadores pré-históricos.

ANCA ULEA, Reuters

08 de novembro de 2012 | 19h03

Se comprovada, seria a mais clara evidência de que houve interação entre mamutes e homens das cavernas nessa região da Europa.

"Evidências tão claras como essa nunca foram encontradas antes, pelo menos na França", disse o arqueólogo-chefe do local, Gregory Bayle. "Estamos trabalhando com a teoria de que os neandertais foram atrás da carcaça e cortaram pedaços de carne."

Os arqueólogos toparam acidentalmente com a carcaça, quando escavavam vestígios romanos em uma pedreira perto de Changis-sur-Marne, 30 quilômetros a leste de Paris.

O mamute, batizado de Helmut, deve ter 100 a 200 mil anos de idade e é apenas o quarto espécime quase completo a ser achado na França. Os cientistas dizem que o bicho, um antepassado do elefante, pode ter morrido afogado ou preso numa poça de lama.

Duas lascas de pedra achadas entre os ossos sugerem que os neandertais cortaram a carne, mas dificilmente conseguiriam ter matado o mamute sozinhos. Para chegar a essa conclusão, os cientistas teriam de ter achado uma ferramenta mais compacta.

Os restos de mamutes são achados mais comumente congelados na Sibéria, onde cerca de 140 espécimes já foram catalogados. O animal desapareceu da Europa Ocidental há cerca de 10 mil anos, provavelmente devido a mudanças climáticas e à caça.

(Reportagem adicional de Vicky Buffery)

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