'Maníaco do martelo' é culpado por 48 assassinatos na Rússia

Aleksandr Pichushkin é condenado por júri popular e pretendia matar até completar tabuleiro de xadrez

Efe,

24 de outubro de 2007 | 10h21

Um júri popular declarou nesta quarta-feira, 24, o assassino em série Aleksandr Pichushkin, conhecido como "maníaco do martelo", culpado de 48 homicídios e três tentativas de assassinato, informou a agência russa Interfax. O tribunal formado por doze membros responsabilizou Pichushki por todas as denúncias apresentadas pela acusação, e rejeitou as alegações da defesa, que pedia a absolvição em 18 episódios por considerar que sua culpa não tinha sido provada. Pichushkin, de 33 anos, foi inicialmente acusado de matar 49 pessoas entre 1992 e 2006 em um parque de Moscou, mas ele mesmo afirma que assassinou 61, com o objetivo de chegar às 64 vítimas, mesmo número das casas de um tabuleiro de xadrez. Em seu veredicto, o júri indicou que o assassino em série não merece misericórdia do Tribunal de Moscou, onde acontece o julgamento. Os doze membros do júri levaram duas horas e meia para emitir seu veredicto, que foi lido em quase uma hora, pois o tribunal tinha pedido que se pronunciassem sobre 105 perguntas.  Após a leitura, foi ordenado um recesso de meia hora, após o qual a acusação pedirá a condenação para Pichushkin, que pode ser a prisão perpétua. A Rússia adotou uma moratória sobre a pena de morte em 1996 ao entrar no Conselho da Europa. Pichushkin foi detido pela polícia em sua casa em julho do ano passado com a arma do crime na mão - um martelo de carpintaria - e um tabuleiro de xadrez com quase todas as casas cobertas com moedas, e confessou ser o autor dos assassinatos logo em suas primeiras declarações. O réu cometeu a maioria de seus crimes no mesmo lugar, o parque de Bitsa, no sudoeste de Moscou, e quase sempre com a ajuda de um martelo, com o qual batia em suas vítimas até matá-las. Pichushkin realizou seu primeiro assassinato em 1992, quando aos 18 anos empurrou pela janela um amigo do colégio, com o qual disputava o amor de uma colega. Na maioria, as vítimas eram dependentes alcoólicos aos quais atraía com o pretexto de dividir uma garrafa de vodca no parque de Bitsa.

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