'Maníaco do parque' russo é julgado por 49 mortes

Réu confessa morte de 61 vítimas e diz que se não fosse pego, mataria até completar 'tabuleiro de xadrez'

Rupert Wingfield-Hayes, BBC

13 de setembro de 2007 | 07h27

Um homem acusado de assassinar pelo menos 49 pessoas vai a julgamento nesta quinta-feira, em Moscou, em um caso que chocou a Rússia. Alexander Pichushkin, 33, conhecido como o "Maníaco do Parque Bitsevsky", confessou ter matado mais do que as 49 vítimas, e disse em entrevista à TV russa que "se não tivessem me capturado, eu nunca teria parado, nunca". "Eles salvaram muitas vidas me prendendo", concluiu. Pichushkin foi preso no ano passado e muitos russos gostariam de vê-lo condenado à morte. Mas o país suspendeu a pena capital e ele agora deve ser condenado à prisão perpétua. O próprio Pichushkin afirma ter matado 61 pessoas, e diz que 60 teriam sido mortas no parque Bitsevsky. Pichushkin trabalhava como assistente em uma loja nas imediações do parque e, segundo a polícia, atraía suas vítimas ao local. Ele então embebedava as vítimas e as matava com um golpe de martelo ou empurrando-as em um bueiro. Ninguém sabe ao certo quantas pessoas ele matou, mas segundo a imprensa russa, ele planejava matar 64 pessoas, o equivalente ao número de quadrados em um tabuleiro de xadrez.    Ainda segundo a polícia, ele teria cometido os assassinatos ao longo de 14 anos. Por causa de sua longa confissão, acredita-se que Pichushkin seja condenado.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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