Manifestantes gregos penduram faixas na Acrópole

Estudantes convocaram novas demonstrações contra a polícia e o governo para a quinta-feira

Associated Press

17 de dezembro de 2008 | 08h07

Foto: Lefteris Pitarakis/APATENAS - Manifestantes gregos penduraram duas faixas na frente da Acrópole, um dos maiores monumentos da Antiguidade Clássica, para convocar novas demonstrações de resistência contra a polícia e o governo. O país enfrenta uma onda de distúrbios que já dura dez dias, depois que um adolescente foi morto por um tiro de um policial no último dia 6.   Veja também: Premiê grego resiste e diz que não renuncia Com protestos, jovens tentam despertar os líderes europeus As faixas trazia slogans em grego, inglês, italiano e alemão. As manifestações foram convocadas para a próxima quinta-feira. Após a morte de Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos, os conflitos se espalharam pelo país, descontente com o governo conservador e a crise econômica.   As faixas foram retiradas duas hora depois do início do protesto, em um muro que cerca a Acrópole. Em outro local da capital grega, um grupo de trabalhadores ocupou a sede do sindicato majoritário, GSEE, e pediu protestos contra a de Grigoropulos.    Em Salônica, no norte da Grécia, cerca de 20 homens encapuzados assaltaram nesta quarta um supermercado, de onde roubaram comida e produtos de primeira necessidade para depois dividi-los entre as pessoas mais necessitadas da região.   Atenas tenta recuperar o ritmo das próximas festas natalinas, após distúrbios em que 600 lojas foram destruídas, com danos superiores a 200 milhões de euros.   Ana Dimantopulu, da oposição socialista, declarou nesta quarta que respeita o direito dos jovens de protestar, mas que "não deve se levar a imagem de que a Grécia se encontra em meio a uma revolução."   O presidente dos comerciantes de Atenas, Panagotis Karelas, disse que um terço das lojas próximas à Universidade Politécnica, epicentro dos distúrbios, terá que fechar.   Segundo Karelas, a venda nos comércios do centro de Atenas caiu 80%, em uma época na qual se faz a metade do faturamento de todo o ano. Para esta semana, organizações civis planejam realizar mais manifestações em Atenas e Tessalônica, a segunda maior cidade grega. Os protestos foram os piores que a Grécia já viu em várias décadas.  

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