Manifesto em Paris por Ingrid Betancourt atrai nomes da política

A presidente da Argentina, aprimeira-dama da França e vários ministros franceses sejuntaram a milhares de manifestantes em Paris neste domingopara pedir à guerrilha colombiana que solte a refém enfermaIngrid Betancourt. A França enviou uma missão de médicos à Colômbia paratentar entrar em contato com Betancourt, uma cidadãfranco-colombiana em poder das Farc na selva há seis anos, masa guerrilha ainda não aprovou a operação. A polícia estima que 5.000 pessoas participaram do ato nocentro de Paris em apoio a Betancourt e sua família, com outras15 demonstrações planejadas para cidades francesas. "Isso me emociona imensamente", disse Carla Bruni-Sarkozy,a mulher do presidente Nicolas Sarkozy a repórteres."Simplesmente, Ingrid deve ser solta o mais cedo possível. E euquero dizer a vocês que meu marido não vai desistir." A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que está naFrança para uma visita de dois dias, também se uniu aosmanifestantes. "Esta causa humanitária deve ter precedência sobre todas asoutras", declarou. Betancourt, ex-candidata à presidência da Colômbiasequestrada durante a campanha, em 2002, é a refém de maiornotoriedade em poder das Forças Armadas Revolucionárias daColômbia, as Farc. A França diz que ela está muito doente, sofrendo dehepatite e outros males, e o filho dela alertou que ela irámorrer dentro de dias se não receber uma transfusão de sangue.Embora a França afirme que ainda não recebeu resposta das Farcsobre sua missão médica, o ONG que apóia Betancourt afirmou quea operação ainda está válida. "Nada foi bloqueado ou está, de qualquer maneira, na rotaerrada", afirmou em comunicado no domingo. (Reportagem de Crispian Balmer)

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