Médico que atendeu Diana pensou que a princesa sobreviveria

Primeiro a prestar socorro na noite do acidente relata que Lady Di "estava viva, mas muito fraca"

13 de novembro de 2007 | 15h01

O primeiro médico a chegar ao local do acidente que matou a princesa Diana afirmou nesta terça-feira, 13, que pensou que Lady Di sobreviveria.  Veja também:Homem afirma ter encontrado Diana viva após o acidente  Os 10 anos da morte de Lady Di  Em videoconferência feita em Paris, o médico Frederic Mailliez contou ao júri encarregado da investigação judicial que está sendo realizada em Londres que viu o carro da princesa enquanto dirigia pela Ponte d'Alma, na capital francesa. Ao perceber a colisão, Mailliez correu para prestar socorro. "(Diana) Estava viva. Reclamava, respirava, mas estava muito fraca", disse. "Lembro a buzina fazendo barulho e lembro que a parte dianteira do carro estava danificada e o motor, quase partido em duas partes", acrescentou. Mailliez afirmou que viu que o segurança da princesa, Trevor Rees-Jones, o único sobrevivente, estava vivo, mas gravemente ferido no banco da frente. A testemunha disse ainda que só percebeu que a mulher que estava dentro do carro era a princesa quando ouviu as notícias no dia seguinte. Sobre o estado de Diana, o médico relatour que não se lembrava se a ex-mulher do príncipe Charles da Inglaterra tenha sofrido qualquer "lesão óbvia na cabeça". "Só me recordo de algumas gotas de sangue, mas não diria que eram causadas por uma lesão grave", disse. Antes desta investigação judicial, outras duas foram realizadas, uma na França e outra a cargo da polícia Metropolitana de Londres, que chegaram à mesma conclusão: no momento da batida, o motorista Henri Paul dirigia em alta velocidade e sob os efeitos do álcool, e as mortes foram causadas por um trágico acidente. Diana, de 36 anos, morreu com Dodi al-Fayed, de 42 anos, e com Paul pouco depois de deixar o hotel Ritz, e após serem perseguidos por vários paparazzi. A tragédia ocorreu quando o veículo no qual os dois estavam bateu contra uma coluna de um túnel parisiense no dia 31 de agosto de 1997.

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