Médico suspeito por atentados no Reino Unido deixa Austrália

Indiano Mohamed Haneef, de 27 anos, foi solto por falta de evidências; ele teve permissão para deixar país

Associated Press,

28 Julho 2007 | 20h01

Um dos médicos detidos por suposta ligação com as tentativas de atentado terrorista em Londres e Glasgow deixou a Austrália nesse sábado, 28, em um vôo para Bangalore, na Índia.   O indiano Mohamed Haneef, de 27 anos, foi solto na sexta-feira, 28, e tinha a permissão para deixar o país, informou o ministro da imigração australiano, Kevin Andrews.   Haneef embarcou no vôo TG992 da Thai Airways acompanhado de seu primo Imran Siddiqui e do advogado Peter Russo.   O advogado disse à imprensa que seu cliente deixava a Austrália de maneira voluntária, e que não estava sendo deportado. Ainda assim, Russo informou que apelará contra a decisão das autoridades de revogar seu visto de trabalho, uma vez que o indiano quer ter seu nome completamente limpo.   Haneef foi preso no aeroporto de Brisbane, em 2 de julho, quando se preparava para embarcar para Índia, onde veria sua esposa e filho. A detenção aconteceu dias após a desativação de dois carros-bomba em Londres e da invasão do terminal de passageiros do aeroporto de Glasgow por um carro em chamas dirigido por dois suicidas.   O médico passou quatro semanas preso até os promotores australianos concluírem que não havia indícios suficientes para acusá-lo.   Os promotores australianos utilizaram informações da polícia britânica para deter Haneef. Inicialmente, o principal argumento para justificar a prisão era o de que o cartão do celular de Haneef havia sido encontrado no carro que invadiu o aeroporto de Glasgow em 30 de junho.   Mais tarde, entretanto, veio à tona que o cartão na verdade havia sido encontrado no flat em que o primo de Haneef morava, em Liverpool.   Três pessoas foram acusadas formalmente pelos ataques no Reino Unido, entre eles Sabeel Ahmed, primo de Haneef.

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