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Medvedev confessa nervosismo diante da Presidência russa

Candidato apoiado pelo presidente Vladimir Putin formaliza candidatura para eleições de 2 de março

CHRIS BALDWIN, REUTERS

20 de dezembro de 2007 | 14h50

Dmitry Medvedev, que deve vencer aeleição para a Presidência da Rússia, apresentou oficialmentena quinta-feira sua candidatura para o pleito de 2 de março,mas admitiu estar nervoso diante da "dura missão" que o aguardano Kremlin. Os índices de popularidade de Medvedev,primeiro-vice-primeiro-ministro, subiram de forma acentuadadepois de o presidente do país, Vladimir Putin, ter dito nasemana passada que desejava ver o amigo e aliado fiel sucedê-lono cargo. Mas, independente do fato de o apoio de Putin tornar certaa vitória de Medvedev, o advogado de 42 anos de idade confessouestar se sentindo apreensivo. "Não tenho medo. Mas sinto um certo nervosismo porque tereide justificar a fé que um número enorme de pessoas depositaráem mim para realizar essa que é uma dura missão", afirmou arepórteres, na comissão eleitoral do país. Medvedev parecia murmurar palavras de encorajamento para simesmo ao se aproximar da massa de jornalistas armados comcâmeras reunidos no local. A Constituição russa impede que Putin, presidente durante oboom econômico da Rússia, tente obter um terceiro mandato. Maso líder do Kremlin afirmou ter o "direito moral" de continuar ainfluir na política do país após deixar o cargo, em 2008. Segundo analistas, a opção pelo advogado de SãoPetersburgo, que não possui base política própria, integra osplanos de Putin de manter o controle sobre o governo após sairda Presidência. Medvedev, presidente da gigante estatal do setorpetrolífero Gazprom, jurou lealdade a seu chefe. "Vladimir Vladimirovich (Putin) conquistou muitas coisaspara o nosso país e, com a chegada dele, a autoridade da Rússiano cenário internacional fortaleceu-se de forma marcada",afirmou. Aos repórteres, o candidato confirmou que Putin colocará ochefe de gabinete do governo russo, Sergei Sobyanin, paradirigir o comitê de campanha dele. Segundo analistas, essa manobra sem precedentes garantiriaa Putin o controle pessoal sobre um processo sucessório jádirigido de perto pelo governo. A escolha de Medvedev como sucessor e de Sobyanin comochefe de campanha representa um revés para o grupo do Kremlinconhecido como "siloviki". Os "siloviki", segundo os meios decomunicação russos, preferiam que Putin escolhesse SergeiIvanov, que também ocupa um cargo de primeiro-vice-premiê, parasubstituí-lo. Uma pesquisa recente conduzida pelo Centro Russo de Estudossobre a Opinião Pública mostrou que 74 por cento dos russosapostam na vitória de Medvedev em março.

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