Medvedev critica exercícios militares da Otan na Geórgia

O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse nesta sexta-feira que os exercícios militares planejados pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para o próximo mês na Geórgia são perigosos e retardarão os esforços para reconstruir as relações dos russos com a aliança do Ocidente.

REUTERS

17 de abril de 2009 | 11h36

"Acho que essa é uma decisão errada, uma decisão perigosa", afirmou Medvedev. "Tais decisões decepcionam e não facilitam a retomada de contatos em escala geral entre a Federação Russa e a Otan", acrescentou.

A Geórgia, uma ex-república soviética, tornou-se um foco de tensão entre o Ocidente e a Rússia, que vê o Estado como parte de sua esfera de influência. A oferta da Otan de uma eventual filiação da Geórgia ao grupo enfureceu Moscou, que enviou tropas para a Geórgia em agosto do ano passado.

A Otan diz que os exercícios, que ocorrerão de 6 de maio a 1o de junho, envolverão 1.300 soldados de 19 países.

"Decisões como essa têm o objetivo de mostrar força", afirmou Medvedev. "A decisão parece ser sem visão e não amigável".

"Iremos, da forma mais completa possível, acompanhar o que se passa por lá e tomar esta ou outra decisões se forem necessárias", acrescentou Medvedev.

Moscou diz que a expansão oriental da Otan é uma ameaça a sua segurança, e que o apoio militar de membros da aliança ao presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, ajudou-o a iniciar a guerra do ano passado.

(Por Guy Faulconbridge)

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