Medvedev diz que Rússia deve ser levada em conta

Presidente diz que a crise na Ossétia do Sul obriga país a pensar em fortalecer a segurança nacional

EFE,

06 de setembro de 2008 | 12h36

O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou neste sábado que "a Rússia é um Estado que será levado em conta". Ele acrescentou que a crise na Ossétia do Sul obriga a pensar sobre a necessidade de fortalecer a segurança nacional.     Veja também:   EUA anunciam pacote de US$ 1 bi à Geórgia Entenda o conflito separatista na Geórgia   O país "nunca permitirá que atentem contra a vida e a dignidade de seus cidadãos. A Rússia é um Estado que, adiante, levarão em conta", disse Medvedev, citado pelas agência russas em reunião do Conselho de Estado sobre a situação no Cáucaso e suas conseqüências.   O chefe do Kremlin admitiu que atualmente há os que tentam submeter a Rússia a "pressões políticas", mas ressaltou que essas tentativas serão infrutíferas. "Isto não é nenhuma novidade para nós. Mas não poderão fazer nada", enfatizou.   Na reunião do Conselho de Estado, que reúne os líderes regionais e outras autoridades de país, Medvedev disse que, após a crise na Ossétia do Sul, "é preciso tirar conclusões sobre a estratégia de política externa e o trabalho conjunto para o fortalecimento da segurança nacional".   "O confronto não é nossa opção", disse o chefe do Kremlin, que confirmou a disposição de Moscou em chegar a acordos em pé de igualdade e benefício mútuo e a desenvolver "relações de boa vizinhança baseadas nos princípios reais do direito internacional".   Ao mesmo tempo, pediu que chamassem "as coisas por seu nome", e acrescentou que, "devido à agressão gerada pela Geórgia na região (o Cáucaso), aconteceu uma guerra que tirou vidas de russos, ossetas e georgianos".   "Não escolhemos esta guerra. Foi imposta a nós. Nenhum país do mundo teria agüentado que matassem seus cidadãos e soldados de paz", disse.   Medvedev acrescentou que a Rússia não pôde nem queria atuar de outra forma, já que as ações da Geórgia eram uma "grave ameaça para o direito internacional e a estabilidade".   Denunciou que a Geórgia continua recebendo armamento dos países ocidentais sob a bandeira de ajuda humanitária.   "Infelizmente, a situação é tal que continuam armando o regime georgiano, inclusive sob a bandeira de ajuda humanitária", disse o chefe do Kremlin.

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