Medvédev promete avançar nas relações entre EUA e Rússia

George Bush se reuniu com presidente eleitor russo e com Vladimir Putin na Rússia

Efe,

06 de abril de 2008 | 06h15

O presidente eleito russo, Dmitri Medvédev, prometeu neste domingo, 6, que quando assumir o poder trabalhará para dar prosseguimento ao avanço das relações entre Rússia e Estados Unidos, como fez seu antecessor, Vladimir Putin. Medvedev assume a presidência no dia 7 de maio. Veja também:Putin diz que houve diálogo 'positivo' em encontro com Bush Em entrevista antes de começar sua reunião em Sochi (Rússia), imediatamente após outra entre Bush e Putin, Medvédev afirmou que nos últimos oito anos esses dois presidentes "fizeram muito pelo avanço das relações" entre os dois países e isso foi "fundamental para a segurança internacional". Previamente, na reunião entre Bush e Putin, os dois líderes prometeram que abordariam "de maneira tranqüila e profissional" os assuntos a ser discutidos. Na agenda da reunião estava a redação de um "marco estratégico" que sirva de guia em quatro áreas para as relações dos dois países sob o comando de Medvédev e do sucessor de Bush: a segurança, a não-proliferação de armas de destruição em massa, a economia e a luta contra o terrorismo. Poderia haver também uma menção a uma futura cooperação na área de defesa antimísseis, mas não o acordo que a Casa Branca tentava obter antes que Bush iniciasse na segunda-feira passada sua viagem pelo leste europeu. Bush conseguiu nesta semana durante a cúpula da Otan em Bucareste o sinal verde dos aliados para o escudo antimísseis que os EUA planejam instalar na República Tcheca e na Polônia, e que Moscou considera uma ameaça contra seu território. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, advertiu que é "prematuro" esperar um acordo sobre o escudo. Perino antecipou que Bush também discutirá o que considera uma diminuição da liberdade na Rússia, um dos pontos de atrito nas relações entre os dois países. Outros assuntos espinhosos na relação são a independência do Kosovo, apoiada pelos EUA, e a ampliação da Otan em direção ao leste, que Bush defendeu sem reservas. Durante sua participação na cúpula da Otan, os aliados se comprometeram a incorporar no futuro a Ucrânia e a Geórgia, duas repúblicas ex-soviéticas. A oposição da Rússia a qualquer aproximação da Otan a essas repúblicas é considerada a principal razão que levou alguns aliados a se declararem contra o "plano de ação" para a adesão dos dois países, um dos grandes objetivos de Bush em Bucareste.

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