Medvedev promete melhora nas condições de vida no Cáucaso Norte

Dar novas perspectivas à população é a melhor forma de combater a insurgência, diz o presidente

Efe

30 de março de 2010 | 14h10

MOSCOU - O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, prometeu nesta terça-feira, 30, melhorar as condições de vida na região do Cáucaso Norte para que a população tenha uma alternativa às armas e para que a guerrilha não possa recrutar jovens para o combate.

 

Veja também:

linkNúmero de mortos dos ataques chega a 39

linkPutin promete caçar terroristas

linkMetrô foi palco de seis atentandos nos últimos 12 anos

mais imagens Imagens dos atentados de Moscou

video Veja vídeo amador do metrô após as explosões

 

Medvedev se reuniu com Ela Panfilova, chefe da comissão para a promoção da sociedade civil e dos direitos humanos, para falar da situação no Cáucaso russo. "O povo quer uma vida normal. A tarefa das autoridades federais e das da região do Cáucaso é criar essas condições", sem abandonar a guerra contra o terrorismo, declarou Medvedev.

 

Segundo as autoridades de segurança da Rússia, as duas mulheres suicidas que detonaram bombas em duas estações diferentes das linhas de metrô de Moscou eram provenientes do Cáucaso Norte. O atentado duplo deixou ao menos 39 mortos e mais de 70 feridos.

 

Medvedev acredita que a mudança das perspectivas do povo do Cáucaso é a melhor medida para combater o crescimento da insurgência. "Só assim os que quiserem organizar sua vida de outra forma, para viver sem cometer crimes, poderão adaptar-se à vida moderna normal", disse.

 

O presidente considera esse o melhor caminho a ser seguido pelo governo russo, mas não desconsidera que o processo é trabalhoso. "É uma tarefa mais complicada do que buscar e exterminar terroristas e acabar com criminosos. Já aprendemos a fazer isso nos últimos anos. Exterminamos os terroristas e vamos continuar fazendo-o", assegurou Medvedev.

 

Ela Panfilova, que acaba de retornar do norte do Cáucaso, assegurou ao presidente que as condições de vida no Cáucaso Norte estão se normalizando, mas que "ainda há enormes problemas", como os abusos das forças da ordem durante a campanha antiterrorista. "Nossa tarefa é fazer com que a luta contra o terrorismo se dê de forma transparente e sem violar a lei, para que não afete pessoas inocentes", apontou a ativista.

 

Após os atentados no metrô de Moscou, Medvedev pediu que as forças de segurança "continuem com a luta contra os terroristas", mas "sem violar os direitos dos cidadãos".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.