Memorial a Jean Charles é inaugurado em Londres

4 anos após morte do brasileiro, família pede pressão pública pela construção de monumento em estação

AE-AP, Agencia Estado

22 de julho de 2009 | 09h37

Familiares e pessoas próximas a Jean Charles de Menezes, assassinado pela polícia britânica em 2005 depois de ser confundido com um "terrorista", inauguraram nesta quarta-feira, 22, um memorial ao brasileiro. A estação na qual ele estava quando foi baleado foi convertida em um memorial improvisado, com flores, velas, fotografias e artigos de jornais durante os quatro anos que se seguiram à sua morte.

 

 

  Alessandro Pereira e Patricia Da Silva, primos de Jean, participaram do ato. Foto: Efe

A família de Jean Charles quer que uma imagem em mosaico do brasileiro em frente à estação de metrô de Stockwell sirva agora como um lembrete permanente da perda. A artista local Mary Edwards elaborou a imagem. Ela disse que a imagem de Jean Charles deveria lembrar aos londrinos que "pessoas inocentes podem morrer injustamente".

Jean Charles de Menezes, de 27 anos, foi morto pela polícia britânica com sete tiros na cabeça, no interior do metrô de Londres, em 22 de julho de 2005. Duas semanas antes, quatro homens-bomba promoveram atentados suicidas que provocaram a morte de 52 pessoas em três estações de metrô e um ônibus na capital britânica. Um dia antes da morte de Jean Charles houve uma tentativa fracassada de novos atentados na cidade de Londres. A polícia, que mais tarde pediu desculpas pelo erro, alegou ter confundido Jean Charles com um dos suspeitos dos atentados fracassados do dia anterior à morte do brasileiro.

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