Mercado espanhol não absorve mais imigração, diz ministro

Índice de desemprego na Espanha cresceu mais de 6% desde dezembro, despertando a atenção do governo

Efe

07 de fevereiro de 2009 | 22h38

O ministro do Trabalho espanhol, Celestino Corbacho, afirmou neste sábado, 7, que o atual mercado de trabalho na Espanha "não pode absorver mais imigração", e disse que espera que a situação mude no futuro. Em entrevista publicada no jornal El País, Corbacho explica que um país com a população ativa de 23 milhões de pessoas e com 3,2 milhões de desempregados "não aguenta mais imigrantes". O governo anunciou na terça, 3, que o desemprego em janeiro aumentou um 198.838 pessoas em relação a dezembro, quando o total de desempregados na Espanha ficou em 3.327.801 pessoas, 6,35% a mais. Apesar do forte aumento do desemprego, o ministro salienta que o governo calcula que não chegará aos quatro milhões de desempregados graças ao "conjunto de medidas adotadas nestes meses", embora reconheça que "está cada vez mais difícil fazer previsões". "Agora o importante é que as medidas entrem em vigor. Que comecem a ser eficazes", e adicionou ainda que o tema principal hoje é "a liquidez e a escassez de crédito para as pequenas e médias empresas". Afora isto, o titular do Trabalho considera que na situação atual, os gestores, sejam públicos ou privados, "deveriam dar exemplo" e congelar os salários em 2009. Corbacho se mostra partidário da ampliação da rede de proteção social para os que deixaram de receber o seguro desemprego. "Uma pessoa que não está amparada pelo subsidio de desemprego é uma pessoa que tem que ser atendida", destacou o ministro.

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