'Mercador da Morte' diz que foi satanizado por filme com Cage

Suposto traficante de armas russo Viktor Bout teria sido inspiração para o longa 'Senhor das Armas'

Agências internacionais,

06 de março de 2009 | 12h50

Um empresário russo qualificado como "Mercador da Morte" por supostamente armar ditadores e senhores de guerra disse nesta sexta-feira, 6, que não há prova de que ele é o maior comerciante de armas do mundo. Viktor Bout, de 41 anos, afirmou ainda que foi satanizado por um filme e um livro. Ele teria sido a inspiração para o longa "Senhor das Armas", estrelado por Nicolas Cage em 2005, sobre um homem que se dedicou a vender armamento a nações em conflito como Serra Leoa, Angola ou a República Democrática do Congo após o colapso da União Soviética.  "Se eles dizem que eu sou o maior comerciante de armas, então isso é uma prova?", questionou o réu na Corte Criminal de Bangcoc. Ele qualificou as acusações como "mentiras e rumores" e disse que o motivo para sua detenção é político. "É um teatro." Bout acusou os Estados Unidos de pressionarem a Tailândia para extraditá-lo e também reclamou das condições da prisão em que é mantido pelas autoridades tailandeses, segundo ele "pior que Guantánamo". O russo é frequentemente vinculado a alguns dos mais importantes conflitos na África, como suposto fornecedor de armas ao ex-ditador da Libéria Charles Taylor e ao líder líbio Muamar Kadafi.  O suspeito foi preso há um ano, acusado de conspirar para armas guerrilheiros colombianos. A audiência para decidir sobre a extradição de Bout começou em junho, mas sofre com várias prorrogações por causa de mudanças de advogados e testemunhas de defesa que faltam. Nesta sexta-feira a audiência foi adiada, pois sua mulher alegou estar doente e por isso não poderia testemunhar.  Os Estados Unidos buscam a extradição de Bout, preso em 6 de março de 2008 em um luxuoso hotel de Bangcoc. Agentes da Drug Enforcement Administration dos EUA afirmam que rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) buscavam comprar armas dele, em uma transação de milhões de dólares. Caso condenado nos EUA, Bout poderia pegar prisão perpétua.

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