Merkel: Mesquitas passarão a fazer parte da vida dos alemães

A chanceler alemã, Ângela Merkel, disse a um jornal que os alemães já deviam ter percebido há muito tempo quanto a imigração vem mudando o país e que eles precisam se acostumar com a existência de mais mesquitas em suas cidades.

DAVE GRAHAM, REUTERS

18 de setembro de 2010 | 16h44

A Alemanha, com uma população de pelo menos 4 milhões de muçulmanos, se dividiu nas últimas semanas por causa de um debate sobre integração, provocado por observações depreciativas sobre os imigrantes muçulmanos feitas por um membro do banco central da Alemanha.

"Nosso país vai continuar a mudar e a integração também é uma tarefa para a sociedade que terá que aceitar os muçulmanos", disse Merkel ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.

"Durante anos temos nos iludido sobre isso. As mesquitas, por exemplo, serão uma parte mais proeminente das nossas cidades, do que eram antes", completou.

A polêmica iniciada pelas declarações de Thilo Sarrazin, do Bundesbank, que disse que os imigrantes turcos e árabes não estavam conseguindo se integrar e estavam inundando a Alemanha com uma maior taxa de natalidade, é um dos diversos conflitos recentes sobre religião e integração.

A Suíça recebeu condenação internacional no ano passado, quando votou para que fosse proibida a construção de minaretes.

Disputas religiosas eclodiram nos EUA nas últimas semanas por causa da intenção de se construir um centro cultural islâmico perto do local onde existiu o World Trade Center.

Enquanto isso, as relações entre Berlim e Paris ficaram tensas essa semana por causa de uma conversa tensa entre Ângela Merkel e o presidente Nicolas Sarkozy, sobre a expulsão de imigrantes ciganos romenos, da França.

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