Merkel, Otan e Oriente Médio elogiam prêmio a Obama

Para primeira-ministra da Alemanha prèmio é um 'incentivo para que todos façam mais pela paz'

Marcílio Souza, da Agência Estado,

09 de outubro de 2009 | 14h51

Autoridades e analistas do Oriente Médio, um dos pontos focais da política externa do presidente dos EUA, Barack Obama, elogiaram a escolha dele para o Prêmio Nobel da Paz. A decisão também foi aplaudida pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen. Para a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, o prêmio é um "incentivo ao presidente e a todos nós" para que se faça mais pela paz.

 

De Damasco, que Obama começou a cortejar mesmo antes de sua eleição, a Jerusalém, os principais atores do Oriente Médio envolvidos na recente diplomacia de Obama se disseram encorajados e alguns sugeriram que o prêmio pode dar mais força aos esforços de país na região.

 

"Eu acredito que Obama está trabalhando duro pela paz", disse Muhammad Habash, membro do parlamento sírio e diretor do Centro de Estudos Islâmicos em Damasco. "Nós na Síria acreditamos que a iniciativa de Obama tem sido adequada e que a Síria está agora testemunhando passos importantes para corrigir a relação com os EUA. Eu acredito que todos aqui estejam muito felizes por Obama."

 

Durante sua campanha, Obama sugeriu que iria se aproximar da Síria e do Irã, revertendo a política de seu antecessor, George W. Bush, de isolar esses países. Obama saudou os iranianos pelo Ano Novo Persa e reinstalou um embaixador norte-americano em Damasco.

 

Já o relançamento de amplas negociações de país entre Israel e Palestina teve sucesso limitado até agora. Apesar disso, representantes de ambos os lados foram rápidos em parabenizar Obama. "Você nos deu licença para sonharmos e agirmos numa direção nobre", disse o presidente de Israel, Shimon Peres, em comunicado. Também comemoraram a decisão o ministro de Defesa de Israel, Ehud Barak, e o líder das negociações de paz palestino, Saeb Erekat.

 

O grupo islâmico Hamas, que tomou o poder na Faixa de Gaza, também reagiu positivamente, numa rara declaração favorável ao presidente dos EUA. "Depois de seu discurso no Cairo, nós ficamos face a face com um novo olhar norte-americano", disse Ahmed Yousef, consultor político para o líder do Hamas, Ismail Haniyeh. "Em vez das ameaças e ataques do governo anterior, ele está tentando resolver os problemas norte-americanos por meio da diplomacia."

 

Fora do Oriente Médio, Angela Merkel disse em Leipzig que todos "devem ajudar Obama a tornar a paz mais viável em todo o mundo". Ela acrescentou que "há muito mais a fazer, mas a janela de possibilidades se abriu, e seu engajamento em defesa de um mundo livre de armas nucleares é uma meta que todos nós temos de tentar atingir nos próximos anos".

 

"Em um curto espaço de tempo, Obama conseguiu criar um novo tom em todo o mundo e uma disposição para o diálogo", acrescentou ela. "Eu o parabenizo, e isso é definitivamente um incentivo para o presidente e todos nós ajudarmos."

 

Rasmussen, da Otan, destacou o compromisso de Obama para a paz e os direitos humanos. "Eu parabenizo Obama por ter ganhado o Prêmio Nobel da Paz", disse ele em comunicado. "Obama fez esforços extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos", acrescentou.

 

"Ele também demonstrou seu forte compromisso para ajudar a construir a paz e defender os direitos humanos fundamentais, inclusive por meio da Aliança Atlântica", disse ele. "A honra é merecida". As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
MerkelOtanObamaNobel da Paz

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.