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Merkel pede a pais mais controle sobre jovens e armas

Chanceler alemã se pronunciou a favor dos controles surpresa sobre as pessoas com porte

15 de março de 2009 | 10h17

A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu hoje a pais e educadores que vigiem melhor o acesso às armas por parte dos jovens, e se pronunciou a favor dos controles surpresa sobre as pessoas com porte, após o massacre cometido por um jovem de 17 anos com a pistola do pai.

 

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"Temos que fazer tudo o possível para garantir que os menores não tenham acesso às armas", disse a chanceler, em declarações hoje à rádio pública "Deutschlandfunk", o que, segundo Merkel, implica em um maior controle sobre como guardar em casa as armas e a munição.

 

A Alemanha continua em choque devido ao caso de Tim Kretschmer, o jovem de 17 anos que na quarta-feira passada assassinou 15 pessoas e depois se suicidou, após ir a sua antiga escola em Winnenden com uma pistola que o pai tinha no quarto.

 

O jovem usou, entre o tiroteio na escola e sua fuga posterior até a cidade de Wendlingen, a 40 quilômetros de distância, mais de 100 balas, que o pai - proprietário de outras 17 armas - também tinha em casa.

 

O arsenal, com exceção da pistola, estava guardado em um cofre, mas, segundo os investigadores, o rapaz - que costumava praticar tiro no clube do qual o pai era membro - sabia o código para abri-lo.

Os pais de Tim se envolveram em uma polêmica contra a imprensa e os investigadores, aos quais acusam de ter divulgado erroneamente que o jovem esteve sob tratamento psiquiátrico.

 

A versão dos pais contradiz às de uma clínica da região, onde o rapaz teria recebido tratamento ambulatório de abril a setembro do ano passado.

 

O pai foi interrogado após o tiroteio e enfrenta a acusação de negligência e violação das leis de armas, se ficar provado que ele não as guardava de acordo com o prescrito.

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