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Merkel pede investigação sobre ataques da Otan no Afeganistão

Chanceler alemã deseja esclarecer motivação para bombardeio que deixou 90 pessoas mortas, 40 delas civis

Associated Press,

06 de setembro de 2009 | 15h52

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pediu neste domingo, 6, uma "rápida" investigação sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em relação aos ataques ordenados por seu país no norte do Afeganistão na última sexta-feira e um relatório sobre as mortes no bombardeio.

 

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A líder alemã disse que "lamentaria profundamente" se algum civil foi morto no ataque e insistiu que o objetivo da missão das tropas alemãs no país é dar suporte e ganhar a confiança do povo afegão.

 

As autoridades afegãs dizem que 90 pessoas, incluindo 40 civis, morreram no bombardeio, que atingiu a província de Kunduz após militantes do Taleban roubarem dois caminhões-tanque e decidirem esvaziar os cargueiros. Os moradores da região se aglomeraram para tentar recolher parte do combustível. Foi neste momento que o ataque aéreo atingiu os caminhões, provocando uma grande explosão.

 

O bombardeio acontece na semana em que o chefe das tropas internacionais no país, o general Stanley McChrystal, tinha proposto revisar a estratégia no Afeganistão e dar prioridade à proteção da população civil frente aos insurgentes.

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