Mesmo com proibição, espanhóis protestam antes de eleições

Centenas de jovens acampam em Madri e em outras cidades para protestar contra o alto desemprego e a austeridade econômica

REUTERS

21 de maio de 2011 | 12h24

Centenas de jovens espanhóis acamparam neste sábado, 21, em Madri e em outras cidades para protestar contra o alto desemprego e a austeridade econômica, desafiando uma proibição de manifestações antes das eleições locais.  

Pessoas acampam na praça Puerta del Sol, em Madri. Foto: Paul Hanna/Reuters

O número de manifestantes, apelidados de "os indignados", deve aumentar ao anoitecer, depois de 25 mil pessoas terem se aglomerado na principal praça de Madri na noite de sexta-feira.

Os manifestantes também se juntaram em Barcelona, Valência, Sevilha, Bilbao e outras cidades, como fizeram durante toda a semana, pedindo para que as pessoas não votem nos dois principais partidos da Espanha, o Socialista, que está no poder, e o Partido Popular, de centro-direita. As eleições locais ocorrerão neste domingo.

Temendo a violência, o governo não reforçou uma proibição a manifestações, que passou a vigorar à meia-noite e proíbe eventos políticos às vésperas das eleições.

"Estou protestando porque não tenho futuro em relação a emprego na Espanha, embora tenha finalizado minha graduação em turismo", afirmou Inma Moreno, de 25 anos, na praça Puerta del Sol. "Isto aqui deve deixar as classes políticas cientes de que algo não está correto."

Os socialistas, culpados pelos manifestantes pela maneira como lidaram com a crise econômica, devem sofrer as maiores derrotas nas eleições para 8.116 conselhos municipais e 13 dos 17 governos regionais.

O primeiro-ministro, Jose Luis Rodriguez Zapatero, que não conseguiu reduzir a maior taxa de desemprego da União Europeia, atualmente em 21,3%, afirmou que respeita os manifestantes.

(Reportagem de Andres Gonzalez e Fiona Ortiz)

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