Migrantes morrem de sede na costa norte da África, diz ONU

Um grupo de 54 pessoas morreu de sede na tentativa de cruzar o mar Mediterrâneo num bote de borracha que se desinflou gradualmente, afirmou a agência da ONU para refugiados (Acnur) nesta terça-feira, citando o único sobrevivente.

Reuters

10 de julho de 2012 | 17h40

O homem, cidadão da Eritreia, foi resgatado pela guarda costeira tunisiana depois de ser visto na noite anterior por pescadores. Ele estava em estado avançado de desidratação e tentava se agarrar ao que restava do bote.

O homem contou a funcionários do Acnur que o grupo de 55 pessoas, sendo cerca de metade deles eritreus, saiu da Líbia no final de junho com a intenção de chegar à Itália.

Segundo ele, os migrantes chegaram a se aproximar da costa italiana, mas não conseguiram desembarcar por causa dos fortes ventos, e dias depois o bote passou a desinflar.

Sem água potável suficiente, as pessoas tiveram desidratação. Algumas pessoas beberam água do mar, o que piorou a sede, segundo contou o sobrevivente a autoridades.

Milhares de migrantes já morreram tentando fazer a travessia do norte da África à Europa em barcos pequenos, instáveis e com frequência superlotados.

Segundo o Acnur, cerca de 170 pessoas morreram neste ano tentando fazer a travessia a partir da Líbia. Cerca de 1.300 chegaram à Itália por mar desde o começo de 2012, e outras 1000 alcançaram Malta.

(Reportagem de James Mackenzie)

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