Susana Vera/Reuters
Susana Vera/Reuters

Milhares de pessoas mantêm em Madri protesto contra cenário político

Movimento 15-M está na praça Puerta del Sol em um protesto pacífico reivindicando trabalho, moradia e reforma da lei eleitoral para um sistema mais justo e equitativo

Efe,

18 de maio de 2011 | 01h31

MADRI - Cerca de duas mil pessoas mantêm na madrugada desta quarta-feira, 18, na praça Puerta del Sol, em Madri, um protesto pacífico para exigir uma "democracia real" e a melhora das condições de vida, com críticas constantes à classe política.

 

O já denominado Movimento 15-M - em alusão ao último 15 de maio, dia em que começaram as manifestações cidadãs - voltou ao centro de Madri após ter tido seus integrantes retirados pela polícia na madrugada desta terça-feira, 17.

 

Em um ambiente festivo, os manifestantes tomaram novamente a emblemática praça da capital espanhola e a decoraram com vários cartazes exigindo melhores condições de vida em um país com quase cinco milhões de desempregados.

 

Uma grande lona azul, que faz o local parecer a praça Tahrir, no Cairo, serve de teto para os manifestantes, que passam a noite entre cânticos, jogos e debates.

 

Até o momento não houve enfrentamentos, e a tranquilidade predomina na praça, que permanece custodiada por cerca de 50 policiais postados em frente ao edifício da comunidade Autônoma de Madri (Governo Regional).

 

A espontaneidade do movimento, que usa as redes sociais como motor, deu lugar a uma progressiva organização dos manifestantes.

 

Mostra disso são as diferentes comissões de infraestrutura, comunicação, alimentação, ação e atividades, limpeza, e coordenação interna, encarregadas de coordenar e estabelecer um plano de ações para os próximos dias.

 

Apesar de o objetivo ser a permanência até o próximo domingo, dia das eleições municipais e regionais na Espanha, os manifestantes não descartam prolongar o prazo.

 

"Aqui não há líderes, mas reina a unidade", assegura Bruno, de 25 anos, que acaba de ingressar na lista de desempregados e reivindica o fim do bipartidarismo político (Partido Socialista-Partido Popular), assim como a instauração de uma verdadeira democracia social.

 

As manifestações têm três reivindicações fundamentais: trabalho, moradia e reforma da lei eleitoral para um sistema mais justo e equitativo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.