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Milhares protestam contra medidas de Berlusconi sobre mídia

Primeiro-ministro italiano aprovou medidas que impedem a publicação de notícias do escândalo das prostitutas

03 de outubro de 2009 | 14h56

Dezenas de milhares de pessoas protestaram neste sábado contra as medidas do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi sobre a mídia. Berlusconi tenta controlar um escândalo sexual relacionado a prostitutas convidadas à casa dele em Roma.

Berlusconi aprovou multas que somam cerca de 5,8 milhões de dólares contra dois jornais de esquerda -- La Repubblica e L'Unita -- por suas coberturas do escândalo envolvendo o primeiro-ministro em maio.

Ele está processando ainda jornais estrangeiros acerca do escândalo.

Berlusconi, dono de três das sete emissoras de sinais abertos da Itália, rebateu as acusações de um conflito de interesse entre seu império de mídia e sua posição política desde que entrou para a vida pública há 15 anos.

Mas os críticos afirmam que desde seu retorno ao poder no ano passado pela terceira vez ele tem ficado cada vez menos paciente com a vigilância da imprensa e procurou silenciar seus críticos.

Como primeiro-ministro ele ainda exerce considerável influência sobre a emissora estatal RAI -- apesar de um dos três canais da RAI ser tradicionalmente próximo a centro-direita. Ele e sua família controlam uma revista de notícias semanal, um jornal e a maior editora da Itália.

Organizadores afirmam que cerca de 300.000 pessoas compareceram ao protesto em Roma. Alguns usavam uma camiseta na qual se lia "agora você pode me processar também".

Os protestos ocorrem dois dias depois de uma mulher envolvida no escândalo com Berlusconi afirmar na televisão que ele sabia que ela era uma acompanhante.

(Reuters, com reportagem adicional de Alessandra Molinari)

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