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KavkazCenter.com/Reprodução
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Militantes separatistas chechenos assumem atentado em Moscou

Líder do 'Emirado do Cáucaso', que havia prometido 'atacar a Rússia', divulga comunicado

estadão.com.br

31 de março de 2010 | 13h44

MOSCOU - O grupo separatista islâmico checheno 'Emirado do Cáucaso" assumiu a responsabilidade pelos atentados ao metrô de Moscou na última segunda-feira, 29, em um comunicado na internet. Na ocasião das explosões, 39 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas. Mais cedo, um porta-voz do mesmo grupo havia negado a autoria dos ataques.

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Em um vídeo postado em um site islâmico, o líder do grupo, Doku Umarov, que se autointitula 'emir do Emirado do Cáucaso', prometeu continuar os ataques à Rússia. "Como todos sabem, duas operações especiais em Moscou no dia 29 de março foram executadas para destruir os infieis e mandar nossos cumprimentos ao serviço secreto", disse o militante em um vídeo de 4 minutos. Umarov ainda afirmou que ordenou os dois atentados e que eles não serão os últimos.

 

No mês passado, o líder insurgente jurou espalhar a insurgência do Cáucaso para as cidades russas. O Emirado do Cáucaso luta pela criação de um Estado separado da Rússia cuja Constituição seria baseada na Sharia, a lei islâmica. O grupo luta contra os "crimes cometidos pela Rússia" com o povo do Cáucaso.

 

Na segunda, 39 pessoas morreram no atentado realizado por duas mulheres bombas em duas estações distintas do metrô de Moscou. Uma delas fica perto da FSB, o serviço secreto russo, que substitiu a antiga KGB. Na terça-feira, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, prometeu "arrancar os culpados pelo atentado do esgoto onde se encontram" e, no dia dos ataques, prometeu "liquidar os responsáveis".

 

Mais cedo, o porta-voz internacional da organização separatista havia negado o envolvimento do grupo nos episódios de Moscou."Não somos responsáveis pelos atentados em Moscou e não sabemos que está por trás disso", disse Shemsettin Batukaev. Segundo ele, o Emirado do Cáucaso só "ataca alvos econômicos, não civis russos".

 

Daguestão

 

Também nesta quarta-feira, um novo atentado atingiu a cidade de Kizlyar, no Daguestão, uma das repúblicas caucasianas. Terroristas detonaram duas bombas e mataram 12 pessoas, sendo nove delas policiais. Não ficou claro se o Emirado do Cáucaso tem relação com os ataques.

 

A Polícia e as forças de segurança são alvos frequentes dos ataques no Cáucaso Norte por representar o Kremlin, inimigo ideológico dos insurgentes. Há suspeitas, porém, de que sejam uma represália à estratégia dura usada por esses órgãos na região. Os militares são frequentemente acusados de matar, sequestrar e espancar moradores da região.

 

Um relatório do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais informa que 916 pessoas morreram no Cáucaso Norte em 2009 em episódios violentos relacionados a conflitos com as forças de segurança, um aumento significativo em relação às 586 mortes de 2008. Outro grupo de observação da região reportou 172 ataques terroristas na área no ano passado que deixaram 280 mortos na Chechênia, 319 na Inguchétia e 263 no Daguestão.

MAPA: AS REPÚBLICAS SEPARATISTAS DO CÁUCASO

 

* Ossétia do Sul e Abcásia pretendem se separar da Geórgia.

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