Militar russo diz que destroços de sonda caíram no oceano

Pedaços da sonda russa Phobos-Grunt despencaram no Oceano Pacífico, longe da costa chilena no domingo, segundo agências de notícias russas que citaram um fonte oficial militar.

ALISSA DE CARBONNEL, REUTERS

15 de janeiro de 2012 | 18h04

Os destroços Phobos-Grunt caíram no mar a cerca de 1.250 quilômetros a oeste da ilha costeira de Wellington, segundo as agências estatais RIA e Itar-Tass citando como fonte o porta-voz das Forças de Defesa Aeroespacial, coronel Alexei Zolotukhin.

A sonda nunca conseguiu sair da órbita da Terra após o seu lançamento em novembro, numa rara missão interplanetária do programa espacial russo.

Não ficou imediatamente claro se todas as partes da Phobos-Grunt que não se queimaram na atmosfera caíram na mesma área.

A agência espacial Roskosmos havia dito que destroços de sua sonda de 14 toneladas, que incluía 11 toneladas de combustível de foguete tóxico, poderia cair no Oceano Atlântico, entre Brasil e África Ocidental.

Devido às constantes mudanças na atmosfera superior, que é fortemente influenciada pela atividade solar, a hora exata e local da queda da sonda não eram conhecidos.

Especialistas dizem que a queda de lixo espacial traz pequenos riscos. O tanque de combustível de alumínio da sonda deve pegar fogo no alto da atmosfera.

"Se alguém conseguir vê-la, será um show fabuloso. Eu não acho que há houve uma explosão de um volume tão grande de combustível na história da exploração espacial", disse Igor Marinin, editor da revista espaço Novosti Kosmonavtiki.

(Reportagem adicional de Steve Gutterman; Edição de Philippa Fletcher)

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