Militares dos EUA visitam radar de alerta russo no Azerbaidjão

Uma equipe de especialistasmilitares dos Estados Unidos inspecionou na terça-feira umradar operado pela Rússia e que o governo russo propôs comoalternativa aos planos norte-americanos de montar um escudo dedefesa antimíssil na Europa. A oposição russa ao escudo dos EUA fez com que esfriassemas relações entre os dois países. A Rússia afirma que o usocompartilhado do radar de Qabala, no Azerbaidjão (umaex-República soviética), é uma forma de resolver a questão, maso governo norte-americano tem encarado a oferta com cautela. Autoridades russas serviram de guia para uma delegação dosEUA comandada pelo brigadeiro-general do Exército PatrickO'Reilly e que visitou o local do radar. O'Reilly é o vice-diretor da Agência de Defesa Antimíssildo Pentágono. "Trata-se de uma visita às instalações e de uma conversacom os russos sobre as capacidades deles", afirmou umaautoridades norte-americana à Reuters. Essa é, segundo se temnotícia, a primeira vez que especialistas militares dos EUAvisitam o radar de 20 anos de idade. Os norte-americanos negociam com a República Tcheca e com aPolônia para instalar radares e interceptadores de mísseis noterritório desses dois países. Os EUA afirmam que o sistema é necessário como proteçãocontra ataques com mísseis a serem eventualmente realizados porpaíses que o governo norte-americano chama de "não-amistosos",como o Irã e a Coréia do Norte. A Rússia diz que os planos norte-americanos ameaçam asegurança dela. Em declarações que, segundo algunsespecialistas, lembraram os tempos da Guerra Fria, o presidenterusso, Vladimir Putin, disse que, caso o plano norte-americanocontinue avançando, a Rússia apontará seus mísseis novamentepara alvos europeus. Qabala, que é um dos maiores radares do mundo, possui umraio de alcance de 6.000 quilômetros e vasculha o oceanoÍndico, o Oriente Médio e grande parte do norte da África. ARússia paga anualmente 7 milhões de dólares ao Azerbaidjão comoaluguel pela estação, localizada 230 quilômetros ao norte deBaku. Segundo autoridades russas, a estação é capaz de alertarprematuramente a respeito de qualquer ataque com míssil, emespecial se o projétil vier do Oriente Médio.

REUTERS

18 de setembro de 2007 | 12h22

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