Ministério de Finanças alemão serviu à máquina nazista--comissão

O Ministério das Finanças da Alemanha esteve mais envolvido na perseguição nazista do que se sabia, descobriu uma comissão de historiadores, algumas semanas depois de um livro revelar que os diplomatas alemães também tiveram um papel mais ativo no Holocausto.

ANNIKA BREIDTHARDT, REUTERS

09 de novembro de 2010 | 15h00

Os fundos nazistas provenientes das pilhagens dos judeus e de outros inimigos do Estado foram canalizados pelo Ministério das Finanças e elevaram em ao menos 30 por cento os fundos do Wehrmacht - o Exército alemão - durante a guerra, de acordo com Hans-Peter Ullmann, membro da comissão de historiadores que investiga o ministério.

A pesquisa sobre o passado do Ministério das Finanças leva ao coração da ditadura nacional de Adolf Hitler, disse ele em um relatório preliminar sobre o trabalho da comissão, visto pela Reuters na terça-feira.

A Alemanha tem submetido a era nazista a um exame minucioso em fases diferentes desde 1945, mas Ullmann afirmou que o papel do Ministério das Finanças foi por muito tempo minimizado. Depois da guerra, os sucessores dos nazistas colocaram-no à luz de uma "administração politicamente neutra".

"O que estava obscuro atrás dessa imagem era a contribuição indispensável feita pelo Ministério das Finanças do Reich para o funcionamento, a estabilidade e as políticas criminosas do regime nazista", afirmou ele.

No mês passado, um livro novo mostrou que o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha teve um papel muito mais ativo no Holocausto do que o sabido até agora, derrubando o mito de que a maioria dos diplomatas havia conseguido manter as mãos limpas.

O relatório mais recente também sugeriu que as pessoas que tinham ações da dívida alemã tinham consciência de que o dinheiro delas era usado para favorecer objetivos nazistas.

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