Ministério e partido turcos sofrem ataque às vésperas de cessar-fogo

Dois artefatos explodiram na terça-feira em frente ao Ministério da Justiça e à sede do partido governista AK em Ancara, capital da Turquia, dias antes de um possível cessar-fogo de militantes curdos.

Reuters

19 de março de 2013 | 20h24

TVs turcas mostraram a polícia isolando ruas e ambulâncias chegando. A CNN Turk disse que pelo menos duas pessoas ficaram feridas.

Ninguém assumiu de imediato a autoria dos atentados, a dois dias da data em que o líder rebelde curdo Abdullah Ocalan, que está preso, deve anunciar um cessar-fogo, após negociações com autoridades para encerrar um conflito que matou cerca de 40 mil pessoas em três décadas.

"Nossa determinação continuará mantida", disse Huseyn Celik, porta-voz do AK, numa entrevista coletiva convocada às pressas. "Tal turbulência não pode nos afastar do nosso caminho."

O cessar-fogo, que deve coincidir com o ano novo curdo, na quinta-feira, pode incluir também um comando aos militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, o grupo de Ocalan) que se retiraram da Turquia para bases no norte do Iraque.

Ocalan iniciou em outubro as negociações com o governo. Outras tréguas já foram declaradas e fracassaram anteriormente nesse conflito.

O PKK originalmente lutava pela independência curda, mas depois passou a se contentar apenas com maior autonomia cultural e política. Para facilitar um acordo, o governo do premiê Tayyip Erdogan já fez várias concessões em questões de direitos culturais e linguísticos.

(Reportagem de Parisa Hafezi)

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