Ministra alemã determinada enfrenta Merkel

O cenário político na Alemanha está cheio de barões poderosos de outrora do partido conservador e homens excessivamente confiantes que ousaram desafiar Angela Merkel e perderam.

ERIK KIRSCHBAUM, Reuters

21 de abril de 2013 | 11h53

Mas nunca antes a chanceler alemã teve de enfrentar outra mulher, um membro popular de seu próprio gabinete, levantando-se contra ela em público como a ministra do Trabalho, Ursula von der Leyen, fez na semana passada.

Aos 54 anos, von der Leyen forçou Merkel a recuar em relação aos direitos das mulheres, em um confronto público fascinante apenas cinco meses antes de uma eleição.

"É como se von der Leyen tivesse jogado uma dinamite na coalizão", disse Gero Neugebauer, cientista político da Universidade Livre de Berlim. "É preciso voltar a 1970 para encontrar um ministro que levantou-se contra um chanceler. Ela fez Merkel parecer fraca."

A maioria acredita que von der Leyen, regularmente apontada entre os políticos mais populares da Alemanha, continua a ser muito importante para Merkel e seu partido para ser demitida, especialmente com a aproximação das eleições.

O confronto pode dar brilho à imagem de von der Leyen entre alguns eleitores, mesmo que tenha enfurecido os conservadores do partido no poder.

Ao longo da última década, Merkel encontrou maneiras de neutralizar outros rivais em potencial, do ex-líder parlamentar do CDU Friedrich Merz aos governadores Roland Koch, Guenther Oettinger e Christian Wulff.

Von der Leyen, uma ginecologista, tem uma trajetória de empurrar seu partido para o centro político, mesmo que isso signifique pegar ideias do partido com tendência de esquerda social-democrata, o SPD.

Sua popularidade vem de seu estilo de fala envolvente, atitude realista e da maneira determinada com que ela gerenciou suas questões, como o impulso para a criação de mais estruturas de acolhimento de crianças em um país de mães donas-de-casa.

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