Ministro alemão descarta endurecer porte de arma após ataque

Políticos pedem fim da autorização para armas privadas; atirador que matou 15 em escola usou pistola do pai

Reuters,

12 de março de 2009 | 16h46

A Alemanha não precisa endurecer suas leis para armas em resposta ao ataque contra uma escola realizado por um adolescente na quarta-feira, declarou o ministro do Interior Wolfgang Schaeuble, nesta quinta, 12. Depois do incidente, que deixou ao menos 16 mortos, alguns políticos alemães pediram às autoridades o fim do porte privado de armas e intensificação da segurança em escolas semelhante a adotada em aeroportos.   Veja também: Atirador alemão alertou sobre massacre na internet 'Era arrogante, mas não agressivo', diz treinador Após ataques, Europa apressa-se para restringir armas de fogo  TVs exibem vídeo dos últimos momentos do atirador alemão  Cronologia dos principais ataques contra escolas    "Eu não vejo como uma mudança nas leis para armas poderia contribuir de alguma forma para resolver o problema", disse Schaeuble, um aliado da chanceler Angela Merkel, à agência Reuters. Tim Kretschmer, o atirador de 17 anos, usou uma pistola 9 milímetros registrada legalmente para a matança.   Em 2002, depois de um ataque contra uma escola em Erfurt, o governo alemão endureceu a legislação para armas. As mudanças elevaram de 18 para 21 anos a idade mínima para o porte de armas, e compradores menores de 25 devem apresentar um atestado de saúde. As leis ainda preveem que os donos de armas passem por exames rigorosos a cada ano.   Schaeuble também descartou a instalação de detectores de armas na escolas. "Nós queremos tratar nossos alunos como passageiros nos aeroportos? Imagine o efeito para crianças que crescem nestas circunstâncias. É um absurdo", criticou. "Não devemos pensar em endurecer as leis o tempo todo, mas avaliar o que podemos mudar na sociedade."   O ministro disse que irá falar sobre os crimes cometidos por jovens e violência em uma reunião de ministros do Interior dos seis maiores países União Europeia no sábado, quando oficiais do Reino Unido, França, Itália, Polônia e Espanha e Alemanha se encontrarão com a nova ministra do Interior americana, Janet Napolitano.   "Os americanos também tiveram um tiroteio", afirmou Schaeuble, referindo-se a um ataque no Alabama nesta semana, no qual um homem matou 10 pessoas. "Não há nada especificamente com a Alemanha", concluiu.

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